Itabaiana · terça-feira · 29 de setembro de 2026
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Ex-presidente será ouvido presencialmente nesta segunda (23), às 15h, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Inquérito apura arma registrada no nome de Bolsonaro encontrada em blitz com militar.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depõe hoje, 23 de junho, à Polícia Civil do Distrito Federal em um inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz. A oitiva está agendada para as 15h.

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Diferente da sugestão inicial da Polícia Civil que considerou a possibilidade de uma videoconferência, o depoimento ocorrerá de forma presencial na residência de Bolsonaro. Essa decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Uma equipe composta por um delegado e agentes da polícia se deslocará até a casa do ex-presidente para coletar as informações necessárias. A defesa de Bolsonaro poderá se reunir com ele a partir das 14h, tendo a autorização para prepará-lo para a oitiva e acompanhar todo o procedimento, sem restrição de tempo.

“Os investigadores querem entender as circunstâncias que levaram a arma do ex-presidente a estar no carro de outra pessoa, sem documentação e longe de sua residência em Brasília”, explica uma fonte.

De acordo com informações obtidas, ainda não há previsões sobre a duração do depoimento, nem sobre o prazo para o encerramento do inquérito, uma vez que a investigação pode ter desdobramentos. Normalmente, o depoimento não é enviado automaticamente ao STF, já que o caso está na jurisdição do Distrito Federal. Porém, existe a expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes requisitará o material da oitiva.

É importante ressaltar que o depoimento ocorre na véspera do término do prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária temporária concedida a Bolsonaro por Moraes, que se encerra amanhã, 24 de junho. As informações sobre a arma podem influenciar a nova decisão do magistrado.

Para entender o contexto, na madrugada do dia 15 de junho, a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma arma de fogo que, segundo informações, pertence ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A arma foi encontrada no carro de Estácio Leite da Silva Filho, um militar do Exército que dirigia um veículo oficial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Durante a abordagem, um policial avistou a arma e questionou Estácio, que afirmou que a pistola estava sendo levada para conserto e seria devolvida ao proprietário após. A polícia constatou que a arma estava registrada em nome de Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente confirmou que a arma realmente pertence a ele e alegou que Bolsonaro havia identificado um problema na pistola e solicitado a Estácio que a consertasse, já que ele tinha conhecimento sobre o assunto. Além disso, a defesa argumenta que, apesar de uma condenação por tentativa de golpe, não houve ordem judicial para que Bolsonaro entregasse suas armas ou cancelasse os registros, o que, segundo eles, elimina qualquer irregularidade na posse da arma. No mesmo dia, a Polícia Civil informou ao STF sobre a abertura de um inquérito para investigar o caso.

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