Itabaiana · segunda-feira · 28 de setembro de 2026
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A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues avança com novas prisões. Seis suspeitos já estão detidos pelo caso que chocou o país.

No último sábado (20), três novas prisões foram realizadas em conexão com a morte de Maria Eduarda Rodrigues, uma jovem que faleceu após ser arremessada durante uma atividade de rope jump sem corda de segurança. O incidente ocorreu em 13 de junho, na cidade de Limeira, interior de São Paulo, e já havia levado à detenção de três suspeitos um dia após o ocorrido.

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Os primeiros detidos, identificados como instrutores que apareceram no vídeo do acidente, são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. Todos eles tiveram suas prisões convertidas em preventivas, e dois já tiveram pedidos de habeas corpus negados.

Entre os novos suspeitos, a polícia não divulgou os nomes, mas confirmou que uma mulher de 29 anos foi presa no Rio de Janeiro, enquanto dois homens de 25 e 27 anos foram localizados em Limeira e Indaiatuba, respectivamente. As investigações indicam que esses indivíduos faziam parte da equipe responsável pela organização e execução da atividade de rope jump.

A defesa de um dos presos, representada pelo advogado Vitor Aurélio, declarou que o homem “não participou ativamente do arremesso” e que “prestou socorro à vítima”. Segundo a defesa, a prisão é considerada ilegal e não deveria ocorrer, uma vez que o acusado não praticou homicídio e estava em uma função que começava apenas após o salto.

A Justiça não apenas autorizou as prisões temporárias, mas também mandados de busca e apreensão nos endereços dos novos detidos. Equipamentos eletrônicos e celulares foram confiscados para ajudar nas investigações.

Além disso, foram encontrados indícios de que conteúdos digitais relevantes ao caso haviam sido excluídos após o acidente, o que justificou os pedidos cautelares da Polícia Civil. A investigação está apurando crimes dolosos contra a vida, na modalidade de dolo eventual, e possível fraude processual.

As autoridades continuam as diligências para esclarecer a dinâmica do acidente e localizar a câmera utilizada pela vítima, que é considerada um elemento essencial para a reconstrução dos eventos. Segundo relatos, Maria Eduarda havia contratado a empresa para realizar a atividade, mas foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa aos equipamentos de segurança.

Testemunhas do acidente gravaram o momento em que perceberam que a jovem não estava adequadamente presa, e tentativas de reanimação cardiopulmonar foram feitas até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Infelizmente, Maria Eduarda faleceu no local devido a politraumatismo.

O caso gerou grande repercussão e levou a um processo de investigação rigoroso, uma vez que o desaparecimento da câmera utilizada por Maria Eduarda pode ser visto como uma tentativa de ocultação de provas. Assim que a polícia se afastou para prestar apoio, os três funcionários da empresa fugiram em direção a uma área de vegetação, o que levantou suspeitas sobre obstrução das investigações. A Justiça está atenta a todos os detalhes para garantir que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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