Narradores do SBT e da Globo criticaram as condições de trabalho no estádio da Filadélfia. A insatisfação veio após vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti na Copa do Mundo.
Os narradores Galvão Bueno, do SBT e da N Sports, e Everaldo Marques, da Globo, expressaram suas insatisfações com a posição destinada aos jornalistas no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O estádio foi palco da vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0 sobre o Haiti, ocorrida na última sexta-feira (19), durante a segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo.
Galvão Bueno já havia demonstrado descontentamento em relação à cabine de transmissão no primeiro jogo do Brasil, que aconteceu no MetLife Stadium, em Nova Jersey, contra o Marrocos. Contudo, nesta ocasião, suas críticas foram ainda mais incisivas.
Nunca imaginei que viesse fazer uma Copa, nos Estados Unidos, país número um do mundo, com essa coisa horrível que é a posição de comentários. Eu enxergava de um quarto do campo para lá. O resto, eu tinha que ver no monitor. Ainda teve um cara que resolveu levantar na minha frente.
Galvão destacou que a visibilidade da cabine prejudicou sua narração. A situação se tornou ainda mais complicada com a presença de um espectador que obstruiu sua visão.
Por sua vez, Everaldo Marques também apontou problemas com a transmissão, mencionando o atraso da imagem exibida no monitor de retorno. Este aspecto é considerado comum nas posições de narração, mas, segundo ele, atrapalhou sua performance.
Narrando em pé, porque sentado não dá pra ver o campo todo. E o monitor tem um atraso na imagem. Mínimo, mas suficiente para me incomodar, pois tento estar em cima do lance o máximo possível. Como nossa posição de transmissão era na última fileira, eu ficar em pé não atrapalhou ninguém, pois não havia outras equipes posicionadas atrás. Perrengue chique, como dizem por aí. Que a gente tenta tirar de letra.
Everaldo ressaltou que a dificuldade na narração não chegou a atrapalhar a cobertura em si, mas gerou um desconforto que ele tentou contornar da melhor maneira possível. Ambos os narradores, com suas críticas, trazem à tona a questão das condições de trabalho em grandes eventos esportivos e a importância de um espaço adequado para que possam desempenhar suas funções da melhor forma.
