O presidente Rodrigo Paz acionou poderes constitucionais para romper o caos no país. Militares tomaram pontes e praças em Cochabamba e La Paz para restaurar a ordem.
A crise na Bolívia se intensificou neste sábado (20), quando o presidente Rodrigo Paz declarou estado de emergência. Essa medida visa aumentar o destacamento militar para desobstruir as estradas que, há 50 dias, estão paralisando a economia do país.
No centro de Cochabamba, os militares estão vigiando a ponte Cala Cala, enquanto em La Paz, a famosa Plaza Murillo foi cercada por forças armadas e estava vazia durante a noite.
A declaração de estado de emergência proporciona ao presidente ferramentas constitucionais mais amplas para restaurar a ordem. Isso inclui o envio de tropas para acabar com os bloqueios. Embora a ordem entre em vigor de imediato, o presidente deve comunicar ao Congresso sobre o estado de emergência dentro de 24 horas após a emissão do decreto, que terá um prazo de até 72 horas para aprovar ou rejeitar a medida.
Grupos de protesto, muitos deles aliados do antigo presidente de esquerda Evo Morales, bloquearam estradas principais, impedindo o trânsito de caminhões e obstruindo o fornecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos para diversas regiões, incluindo La Paz.
O conflito começou após o presidente Rodrigo Paz cortar abruptamente os subsídios aos combustíveis, uma ação que foi tomada para reduzir o déficit fiscal. Essa decisão se deu em um contexto de agravamento da crise do dólar e de negociações com o Fundo Monetário Internacional.
A situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades, que buscam soluções para restabelecer a normalidade nas áreas afetadas pelos protestos e bloqueios. A população aguarda o desfecho das medidas que estão sendo implementadas pelo governo.
