Itabaiana · segunda-feira · 28 de setembro de 2026
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Minas Gerais fortalece seu cooperativismo agropecuário em 2025. Com 196 cooperativas e mais de 21 mil empregos, o setor cresce e garante crédito e mercado aos produtores.

As cooperativas agropecuárias continuam a ser a principal força econômica no sistema de cooperativismo em Minas Gerais. Em 2025, elas ampliaram sua participação na economia do estado, especialmente em um momento em que os produtores rurais buscam aumentar a escala de produção, acesso a mercados e crédito para custear suas operações.

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Até o ano passado, o setor contava com 196 cooperativas, que somavam 228,8 mil cooperados e mais de 21 mil empregados, conforme o Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, publicado pelo Sistema Ocemg em junho. O impacto econômico dessa atuação é significativo, com as cooperativas movimentando R$ 184 bilhões em 2025, o que representa 15,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

Embora o anuário não especifique a contribuição do setor agropecuário nesse total, este continua a ser um dos segmentos mais tradicionais e abrangentes do cooperativismo, com forte presença em regiões como Sul de Minas, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Entre as cadeias produtivas mais relevantes, destacam-se o café, leite, grãos, pecuária e horticultura.

Além de atuar como canais de comercialização, as cooperativas vêm expandindo sua presença em etapas de maior valor agregado. Elas têm investido em armazenagem, industrialização, assistência técnica, rastreabilidade e serviços financeiros para seus associados. Este movimento ocorre em um cenário de desafios, como dificuldades de financiamento, juros elevados e pressões nas cotações internacionais, que afetam o preço pago aos produtores.

Especialistas do Sistema Ocemg afirmam que o cooperativismo se consolida como uma estratégia eficaz para diluir custos, compartilhar investimentos e aumentar o poder de negociação dos agricultores. As cooperativas em Minas Gerais têm fortalecido a economia do estado de maneira mais significativa do que muitos setores industriais. O relatório destaca que as 10 maiores cooperativas movimentam mais que diversos grupos empresariais.

No total, Minas Gerais conta com 4,23 milhões de cooperados distribuídos em 788 cooperativas. A arrecadação tributária gerada pelo setor atingiu R$ 4,2 bilhões em 2025, um aumento de 13,3% em relação ao ano anterior. Considerando famílias, cerca de 59,6% da população mineira está de alguma forma ligada ao cooperativismo.

Esses dados demonstram que o cooperativismo deixou de ser um nicho restrito a algumas cadeias produtivas e passou a desempenhar um papel relevante na estrutura econômica do estado, segundo o presidente do Sistema Ocemg. O Anuário também revela como a distribuição dos cooperados pelo território mineiro contribui para uma nova geografia econômica, que difere das áreas tradicionalmente industriais.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte abriga o maior número de cooperados, com cerca de 985 mil. O Triângulo Mineiro e o Sul de Minas seguem, com aproximadamente 644 mil e 632 mil cooperados, respectivamente. Essas regiões se destacam pela forte presença de cooperativas de crédito e do agronegócio, especialmente nas cadeias do café, leite, grãos e pecuária.

O avanço do cooperativismo nas áreas predominantemente agropecuárias também indica um processo de interiorização dos serviços financeiros, da assistência técnica, da comercialização e da valorização da produção rural. Em muitos municípios, as cooperativas vão além da função econômica, atuando como agentes de inclusão financeira, formação profissional e retenção de renda local, especialmente no interior do estado.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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