Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
⏱ 3 min de leitura

Advogados de Henrique Vorcaro acionaram o ministro André Mendonça alegando que a prisão foi baseada em relatório da PF sem acesso prévio da defesa. Equipe jurídica pede revogação ou medidas cautelares alternativas.

A defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro e proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, protocolou nesta sexta-feira (19) um pedido ao STF para revogar sua prisão preventiva ou substituí-la por medidas cautelares menos severas.

Publicidade

De acordo com a petição apresentada ao ministro André Mendonça, os advogados argumentam que a decisão de manter a prisão foi baseada em um relatório da Polícia Federal que foi entregue ao colegiado sem que a defesa tivesse acesso prévio ao conteúdo. Os defensores afirmam que trechos desse documento foram utilizados como justificativa para a prisão preventiva durante a audiência que confirmou a medida.

“A manutenção da prisão foi fundamentada em documentos que a defesa não teve a oportunidade de contestar”, disseram os advogados.

A defesa também nega as alegações de que tentativas de comprar o silêncio de Joana Mourão, irmã de Luiz Fellipe Mourão, conhecido como Sicário, teriam ocorrido. Segundo os advogados, é necessário que Joana preste depoimento para esclarecer a situação.

Na última quarta-feira (17), um relatório da Polícia Federal revelou conversas em celulares de investigados, onde Joana menciona ter documentos que poderiam comprometer Henrique Vorcaro e sua família. A PF afirma que Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo, considerado o “braço direito” de Henrique, teria intermediado pagamentos para evitar que Joana colaborasse com as investigações.

Os investigadores também destacam que Joana relatou dificuldades financeiras e teria cobrado pessoas próximas a Henrique, alegando estar em uma situação de desespero. No entanto, a defesa argumenta que nunca houve uma tentativa de compra de silêncio e que os contatos foram iniciados pela própria Joana, que buscava receber valores que considerava devidos à família de Sicário.

Os advogados afirmam que Joana teria pressionado Thiago Assumpção, sócio e advogado de Henrique Vorcaro, em busca de pagamentos relacionados a contratos estabelecidos antes da morte de Sicário. Eles explicam que os repasses mencionados na investigação estão ligados a um empreendimento imobiliário em Campo Grande, no Rio de Janeiro, e que todos os pagamentos foram formalizados e documentados.

Além da revogação da prisão, a defesa solicita que Henrique Vorcaro e Joana Mourão sejam ouvidos, e ainda pede a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os documentos apresentados.

Redação
ESCRITO POR
Redação

Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

10471 artigos publicados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🔔

Quer receber as notícias em primeira mão?

Notificações das principais notícias de Sergipe direto no seu navegador — sem spam.