A estreia da Seleção contra o Marrocos lotou redes e servidores. O data center Elea, no Rio, registrou 865 Gbps — quatro vezes acima do normal durante a partida.
No sábado (13), o Brasil estreou na Copa do Mundo de 2026 com um emocionante jogo contra o Marrocos. Este evento atraiu uma quantidade significativa de brasileiros para assistirem à partida em televisores, computadores e smartphones, resultando em um aumento expressivo no tráfego de dados. O data center Elea, localizado no Rio de Janeiro, registrou um volume 4,3 vezes maior do que o habitual durante o jogo.
A companhia revelou que, durante a partida, o tráfego atingiu 865 Gbps, superando os cerca de 200 Gbps que são comuns em dias normais. Thiago Pongelupe, diretor de Vendas Técnicas da Elea, explicou: “Para dar uma dimensão, é como se 30 mil fotos fossem transferidas em um único segundo.”
Os data centers, que têm ganhado ainda mais relevância com o avanço da inteligência artificial, desempenham um papel crucial ao processar e distribuir dados entre as câmeras dos estádios e os telespectadores. “Durante eventos como a Copa do Mundo, milhões de pessoas acessam conteúdos e serviços digitais”, destacou Pongelupe.
Além de transmitir jogos, as estruturas dos data centers também lidam com dados de redes sociais, aplicativos de mensagens e e-commerce, que também experienciam um aumento significativo na demanda durante grandes eventos. “O crescimento do streaming ampliou a importância dos data centers, que se tornaram centrais para o processamento e distribuição de conteúdos”, afirmou o diretor.
Pongelupe também apontou que, embora os data centers estejam preparados para eventos de alta demanda, há um planejamento contínuo para garantir que a transmissão seja rápida e sincronizada entre diversas plataformas. “O usuário espera uma experiência praticamente instantânea, independentemente do dispositivo que utiliza”, disse.
Para garantir a eficiência durante a Copa, a Elea se preparou com antecedência. “Toda a cadeia realiza projeções de demanda, reforça equipes de monitoramento e revisa procedimentos operacionais”, explicou. Essa preparação inclui estratégias de redundância em energia e conectividade, além de rotas alternativas para o tráfego de dados.
Ainda que a infraestrutura principal esteja sempre disponível, a operação se adapta para atender a um volume maior de usuários durante eventos especiais. Pongelupe comparou essa situação à operação de aeroportos em grandes feriados: “A estrutura principal já existe, mas a operação é ajustada para absorver um volume maior de usuários.”
Por fim, o executivo ressaltou que, apesar dos desafios, as estruturas dos data centers são projetadas para operar sob condições de alta demanda. “O aumento de tráfego, por si só, não representa um risco quando existe um planejamento adequado”, concluiu.
