Itabaiana · sábado · 26 de setembro de 2026
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Aliados do governo correm para blindar Lula do escândalo envolvendo Jaques Wagner e o Banco Master. A estratégia é individualizar o caso antes das eleições de outubro.

Parlamentares da base governista estão se mobilizando para alinhar seu discurso após a investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), em relação ao Banco Master. O objetivo é desvincular a imagem do senador da figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente considerando a proximidade das eleições de outubro deste ano, quando Lula busca a reeleição.

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O esforço imediato foca na redução de danos, visando que as investigações não impactem a candidatura de Lula. A estratégia inclui individualizar a situação de Wagner e outros possíveis investigados, com o intuito de preservar a imagem do presidente. O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, foi um dos primeiros a se manifestar, sugerindo que Wagner devesse deixar a liderança do governo. Ele enfatizou o compromisso de Lula em relação às investigações conduzidas pela PF.

“O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência”, publicou Correia nas redes sociais.

O governo também reforçou essa posição. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), declarou que todos os suspeitos devem ser investigados, reiterando que a gestão atual não está ligada aos escândalos relacionados ao Banco Master. “Não tem nada a ver com o nosso governo. O governo anterior é o grande responsável, e nós queremos que as investigações aconteçam com todo o rigor”, afirmou o ministro.

Enquanto as investigações prosseguem, Lula deve se reunir com Jaques Wagner na próxima semana. A oposição, por sua vez, aproveita a situação para pressionar o governo. Parlamentares de oposição veem uma oportunidade para reverter o quadro político-eleitoral após o vazamento de áudios do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que expõem sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Durante um evento em São Paulo, Bolsonaro comentou que o “PT da Bahia foi implodido pela Polícia Federal”. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), acusou o PT de “enlamear os outros com a própria lama” e a oposição voltou a pressionar pela criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso do Banco Master.

Ainda não há definição sobre uma possível mudança na liderança do governo no Senado, e a repercussão negativa preocupa membros do PT que defendem a saída de Wagner do cargo. No entanto, há um discurso público de defesa do senador. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que Wagner é “depositário de confiança”, mas que o partido apoia todas as apurações relacionadas ao Banco Master.

“Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Temos confiança de que Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando sua inocência”, escreveu Silva.

O próprio Wagner afirmou que não irá pedir para deixar o cargo e que Lula não tocou nesse assunto durante uma conversa recente entre eles. Ele ressaltou que o cargo de líder do governo é uma prerrogativa do presidente.

A possibilidade de troca de liderança já era discutida anteriormente, especialmente após a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), o que foi visto como um revés para a articulação do governo no Congresso. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, comentou que alguns líderes estão passando por desgaste e que o governo precisa cuidar melhor das articulações políticas.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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