Itabaiana · sábado · 26 de setembro de 2026
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Em entrevista ao Mystic Festival, Max Cavalera abriu o jogo sobre a criação de Chaos A.D. O álbum de 1993 marcou uma guinada radical na sonoridade do Sepultura e dividiu fãs ao redor do mundo.

Lançado em 1993, o álbum Chaos A.D. se destacou como um marco na trajetória do Sepultura. Após conquistar reconhecimento mundial com a trilogia Schizophrenia (1987), Beneath the Remains (1989) e Arise (1991), a banda decidiu se afastar da fórmula que havia garantido seu sucesso e explorar novos caminhos sonoros.

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Essa transformação, que seria ainda mais aprofundada anos depois em Roots (1996), teve início em Chaos A.D., surpreendendo parte dos fãs da época. Durante uma entrevista ao programa Mystic Festival, o vocalista e guitarrista Max Cavalera relembrou o período de criação do álbum e comentou sobre a turnê atual, que inclui a execução do disco na íntegra ao lado de seu irmão, Iggor Cavalera.

“É bem diferente do antecessor, Arise, de 1991. E me lembro de muita gente perguntando: ‘Será que vão fazer ‘Arise Parte II’, ou vão tentar algo diferente?’ E optamos pela segunda opção.”

Max destacou que a decisão de não repetir a fórmula de Arise foi impulsionada pela vontade de romper com as expectativas criadas pelo álbum anterior. Segundo ele, era desafiador superar os três discos que compõem a trilogia de Death/Thrash. “Adoro o Arise, mas é difícil superá-lo. Entre os três, Schizophrenia, Beneath The Remains e Arise, é uma trilogia de discos quase perfeitos”, afirmou.

Ele continuou explicando que a banda buscou um caminho diferente, desejando desacelerar o som e simplificar as composições. “Queríamos fazer músicas mais… não sei… sólidas. É um disco estranho para mim também, porque tem muitas músicas semi-instrumentais, como We Who Are Not As Others e Kaiowas. Temos uma cover no meio, uma cover do New Model Army, que é ótimo. The Hunt é meio que… adoramos New Model Army e pensamos: ‘Que se dane. Vamos colocar no disco. Sem regras.’”

Além de marcar uma significativa transformação artística, Chaos A.D. consolidou a presença do Sepultura no mercado internacional. O álbum conquistou disco de ouro nos Estados Unidos, ultrapassando a marca de 500 mil cópias vendidas. Junto com Roots, permanece entre os trabalhos de estúdio mais vendidos e influentes da carreira da banda brasileira.

Aproveite para relembrar ou ouvir pela primeira vez Chaos A.D. mais abaixo!

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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