Documento com medidas sobre clima e meio ambiente será publicado nesta quarta (17). Propostas focam em segurança jurídica e transformação de ativos ambientais em oportunidades econômicas.
Um documento que reúne medidas para subsidiar programas governamentais e candidaturas à Presidência será publicado na quarta-feira (17). As Propostas da Coalizão Brasil aos candidatos às eleições de 2026 estão organizadas em três eixos, baseando-se na necessidade de combater a ilegalidade, ampliar a segurança jurídica e modernizar instrumentos produtivos e financeiros para transformar ativos ambientais em oportunidades econômicas.
O primeiro eixo tem como objetivo garantir condições necessárias para aumentar a segurança jurídica, reduzir riscos e fortalecer a competitividade do Brasil. Nesse sentido, propõe-se o combate ao desmatamento ilegal e a crimes ambientais, a aceleração da implementação do Código Florestal, a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o avanço nos Programas de Regularização Ambiental (PRA) e a demarcação de terras indígenas.
O segundo eixo traz propostas para aumentar a produtividade, resiliência climática e sustentabilidade da agropecuária brasileira, priorizando a implementação da rastreabilidade socioambiental em grande escala. Também são sugeridas a modernização do financiamento rural, a expansão do plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta, a recuperação de pastagens degradadas e o uso de tecnologias de baixa emissão de carbono.
No terceiro eixo, a proposta foca na consolidação de instrumentos econômicos para remunerar aqueles que conservam, recuperam e utilizam recursos naturais de maneira sustentável. Essa estratégia busca dar valor econômico à vegetação nativa e criar novas oportunidades de renda para produtores rurais, comunidades tradicionais, povos indígenas, agricultores familiares e empresas.
Segundo a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, as propostas serão entregues nos próximos meses a coordenadores de campanha e representantes de partidos políticos. Karen Oliveira, cofacilitadora da Coalizão, acredita que “o Brasil tem a oportunidade de transformar sua vantagem natural em uma estratégia de desenvolvimento de Estado.”
A organização defende temas como segurança jurídica, implementação do Código Florestal e recuperação de áreas degradadas, destacando que o Brasil possui condições únicas para liderar um modelo de economia de baixo carbono, baseado no uso sustentável de recursos. Com a maior floresta tropical do mundo e uma biodiversidade rica, o país já possui conhecimento e experiência para avançar nessa direção. O desafio, conforme Fernando Sampaio, membro do grupo estratégico da Coalizão, é transformar essas agendas em prioridade política.
O grupo se coloca à disposição para contribuir com a formulação de políticas públicas relacionadas ao tema com os candidatos e suas equipes de campanha.
