O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida ganha novas opções e aumenta a perspectiva de ampliar o acesso aos tratamentos para diabetes tipo 2. A movimentação ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar novos medicamentos com o princípio ativo produzido por síntese química.
A semaglutida é o princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk. A Anvisa vem acelerando a análise de produtos da classe dos agonistas de GLP-1, em uma estratégia que busca contribuir para o abastecimento do mercado nacional.
A EMS recebeu o registro de uma caneta genérica de semaglutida para uso no tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e à prática de exercícios.
A Germed teve aprovado o medicamento similar Semaclique, igualmente registrado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e à prática de exercícios.
A chegada de novos fabricantes representa um avanço importante para o mercado brasileiro. A concorrência entre diferentes empresas tende a aumentar a oferta e pode contribuir para a redução dos preços ao longo do tempo, o que pode ampliar a disponibilidade dos tratamentos.
A Anvisa informa que os medicamentos genéricos devem custar pelo menos 35% menos que o produto de referência. A agência destaca também que a entrada de concorrentes pode pressionar para baixo os preços dos medicamentos de referência e ampliar o acesso da população a tratamentos de qualidade.
A agência esclarece que os análogos sintéticos de semaglutida seguem uma categoria regulatória específica e que medicamentos biológicos não podem ser registrados como genéricos, ressaltando a importância de diferenciar os produtos no mercado.
A expansão das alternativas ocorre em um momento de crescimento no número de registros de medicamentos com semaglutida. Em julho, a Anvisa já havia aprovado cinco novas canetas com o princípio ativo, ampliando as opções disponíveis para o tratamento do diabetes.
A Anvisa afirma que a priorização da análise foi motivada, entre outros fatores, pela necessidade de abastecimento do mercado brasileiro e pelo interesse em fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Para pacientes e profissionais de saúde, o cenário traz a perspectiva de mais opções aprovadas e de um mercado mais competitivo, o que pode favorecer a disponibilidade dos medicamentos e, potencialmente, preços mais acessíveis. Apesar dos avanços, a semaglutida deve ser utilizada somente conforme indicação médica.
A Anvisa mantém alertas sobre riscos associados ao uso dos agonistas de GLP-1 em determinadas situações, reforçando a importância do acompanhamento profissional durante o tratamento e da orientação por parte de médicos e equipes de saúde.
