Itabaiana · sábado · 07 de novembro de 2026
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Na 4ª Vara do Trabalho de Campinas, Lucas Andrade processou o Guarani por R$58.886,66 em salários e verbas rescisórias. Ele cita agosto, 13º, férias proporcionais, FGTS e indenização pela quebra do contrato até 31/10.

O ex-auxiliar técnico Lucas Andrade acionou o Guarani na Justiça trabalhista para cobrar R$ 58.886,66 por ausência de pagamentos. A ação foi distribuída na 4ª Vara do Trabalho de Campinas e lista valores referentes aos dias trabalhados em agosto, além de verbas rescisórias como 13º salário e férias proporcionais.

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No processo, Lucas também reivindica o pagamento de multas, depósitos do FGTS e indenização pela quebra antecipada do contrato, que tinha validade até 31 de outubro. A defesa do auxiliar, representada pelo advogado Wallace Félix Cabral Silva, pediu ainda que os créditos discutidos no processo não sejam incluídos na Recuperação Judicial do Guarani. O argumento apresentado é de que essas obrigações são posteriores ao pedido de recuperação e, por isso, não deveriam integrar o parcelamento das dívidas submetidas ao procedimento.

O mesmo pedido de exclusão foi feito nas ações movidas pelo ex-treinador Elio Sizenando e pelo também ex-auxiliar Henrique Lima. Com a inclusão da ação de Lucas Andrade, o total dos seis casos mencionados chegou a R$ 4,7 milhões. Processos trabalhistas protocolados entre setembro e outubro de 2026 já representavam mais de R$ 4,64 milhões em valores reivindicados.

Atualmente no Capivariano, Lucas Andrade trabalhou no Guarani entre março e agosto. Ele acompanhou Sizenando em 18 das 19 rodadas da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. A equipe terminou a campanha com sete vitórias, seis empates e cinco derrotas.

A crise financeira fez o Guarani voltar a conviver com atrasos salariais que levaram jogadores e integrantes da comissão técnica a buscar a Justiça para cobrar pagamentos, uma situação que não era registrada desde o período entre 2019 e 2021. Na gestão de Rômulo Amaro, o clube voltou a enfrentar esse cenário em meio a uma transição política e administrativa.

Internamente, a implantação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é vista como possibilidade para amenizar a situação financeira. A proposta de implantação da SAF, apresentada pelo empresário Roberto Graziano, será votada pelos associados em 19 de novembro. A expectativa é de que outros jogadores também recorram aos tribunais para cobrar pagamentos, o que pode ampliar o passivo trabalhista e aumentar a pressão sobre o clube.

O Guarani não tem previsão de pagar ao elenco os salários atrasados. Em meio à crise, o presidente Rômulo Amaro ainda não se manifestou oficialmente à torcida desde a eliminação do Guarani na Série C, no fim de agosto.

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