Cristiano Ronaldo anunciou sua saída da seleção e abre disputa por liderança e pela camisa 7. Gonçalo Ramos, 25 anos, já foi testado como centroavante e surge como principal candidato a titular e referência ofensiva.
Cristiano Ronaldo anunciou a saída da seleção de Portugal nesta quinta-feira, abrindo caminho para mudanças na hierarquia do time e para novas referências no ataque e na liderança. A decisão do craque gera impacto direto na escolha do titular no ataque, na definição do novo dono da camisa 7 e na transição de capitães e protagonistas dentro do grupo.
A posição de centroavante ganhou protagonismo com Gonçalo Ramos, de 25 anos. Ele já havia atuado como reserva de Cristiano Ronaldo na estreia de Portugal na Liga das Nações, na vitória por 1 a 0 sobre País de Gales. Depois, foi escalado por Jorge Jesus no jogo seguinte e brilhou na vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, fora de casa, com um gol.
Na sequência daquela Data Fifa, Gonçalo seguiu como titular. Em outro confronto fora, ajudou na vitória por 4 a 2 sobre a Dinamarca com um gol e uma assistência, e marcou novamente em triunfo por 2 a 1 sobre a Noruega. Após um episódio de atrito entre Cristiano Ronaldo e a comissão técnica — quando o jogador deixou a concentração antes do segundo jogo da Data Fifa — Gonçalo consolidou-se na equipe titular.
Quanto à camisa 7, a vaga tem sido ocupada por Rafael Leão, ex-Milan e atualmente no Galatasaray. Leão assumiu o número na vitória por 4 a 2 sobre a Dinamarca. No jogo seguinte, não entrou na partida vencida por 2 a 1 sobre a Noruega, mas continuou com o mesmo número enquanto ficou no banco e realizou aquecimento.
Cristiano Ronaldo encerra sua trajetória como maior artilheiro de seleções masculinas, com 146 gols em 234 jogos por Portugal. Foi líder do time em conquistas históricas, com destaque para a Eurocopa de 2016, quando Portugal venceu a final contra a França, anfitriã do torneio.
Na questão da braçadeira, Jorge Jesus já havia apontado uma lista de capitães ao assumir o comando da seleção em junho. Bruno Fernandes aparece como favorito a assumir a posição de primeira opção entre os capitães, depois de ter atuado como capitão nas vitórias por 4 a 2 sobre a Dinamarca e por 2 a 1 sobre a Noruega.
“Quanto aos capitães, são cinco: o Cristiano, o Bernardo Silva, o Bruno Fernandes, Rúben Dias e o Diogo Costa.”
Além de Bruno Fernandes, outros nomes com perfil de liderança são citados, entre eles João Cancelo e Rúben Dias. No ataque, João Félix aparece como possível novo protagonista. Aos 26 anos, ele tem, em 61 jogos pela seleção, 61 participações diretas em gol — com 33 gols e 28 assistências — e foi destaque na temporada passada, sendo eleito o melhor jogador da liga saudita, ao lado de Gonçalo Ramos um dos artilheiros da era Jorge Jesus, com três gols em quatro jogos.
A saída de Cristiano Ronaldo coloca Portugal em um momento de transição: abre-se a busca por uma nova liderança dentro do campo e por referências ofensivas que possam assumir protagonismo imediato.

