Itabaiana · sexta-feira · 06 de novembro de 2026
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No Mundo da Luta (#401), Jackeline Figueiredo, com 28 anos de carreira, conta o início da trajetória e casos marcantes no jiu-jítsu. Ela explica tratamentos, prevenção e o compromisso com a recuperação dos atletas.

A edição #401 do podcast Mundo da Luta recebeu a fisioterapeuta Jackeline Figueiredo, que soma mais de 28 anos de carreira e é referência no tratamento e prevenção de lesões em atletas de combate. Em conversa com a comentarista Ana Hissa e as produtoras Beatriz Figliuolo e Vitória Lemos, Jackeline contou o início da sua trajetória e relatou casos marcantes de atendimento a nomes do jiu-jítsu.

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Jackeline explicou que teve o primeiro contato com a fisioterapia por meio de uma amiga do irmão. Embora inicialmente pretendesse cursar medicina, ela ingressou em fisioterapia, decidiu seguir na área e se especializou no atendimento a atletas. No começo da carreira, atendeu um membro da família Gracie, o que a aproximou ainda mais do universo da arte suave.

“O Royler (Gracie) estava com uma lesão séria no cotovelo e perdeu os movimentos dos dois últimos dedos das mãos. Ele parou comigo, eu fiz a avaliação e consegui curá-lo rapidamente e ele voltou. Estava começando o mundial de jiu-jítsu e o ADCC. Eu não tinha entendido que, sem querer, eu entrei na bolha dos Gracie. No momento em que eu entrei, não saí nunca mais”

— disse Jackeline.

Em outro momento, Jackeline contou que, ao se deparar com um caso de hérnia de disco no início da carreira, viajou ao Sul do Brasil para se aperfeiçoar com um profissional referência no tema. Pouco tempo depois, foi procurada pelo multicampeão Saulo Ribeiro, que enfrentava uma hérnia que comprometia sua carreira como atleta.

“Veio o Saulo Ribeiro, que foi um grande atleta de jiu-jítsu, com uma hérnia. Ele já campeão do ADCC, e aquele problema o maltratando. O levei para fazer o diagnóstico e o médico perguntou se ele tinha outra profissão, porque a vida dele como atleta tinha acabado. (…) quando saímos do consultório, ele me disse ‘dá um jeito nessa merda’. Eu disse que ia ajudar a curá-lo. Menina ainda, eu não me garantia tanto e resolvi fazer uma promessa. Fui para a Igreja de São Judas Tadeu e prometi que se curasse o Saulo, ia acender uma vela do tamanho dele. Consegui curar ele e acendi uma velinha para agradecer”

— lembrou Jackeline.

Além de relatar recuperações, Jackeline ressaltou a importância da fisioterapia como ferramenta de prevenção de lesões. Ela observou que, no início dos anos 2000, muitos praticantes de jiu-jítsu focavam apenas no treino e acabavam se machucando durante o período de preparação para competições.

“No jiu-jítsu era só treino. Muitas pessoas vinham de fora para disputarem o mundial e se machucavam antes mesmo de competir. Eu aprendi muito nesse período. A galera se quebrava demais porque não tinha essa questão da fisioterapia (como ferramenta de prevenção). Hoje em dia está bem melhor”

— explicou Jackeline.

O episódio #401 do podcast Mundo da Luta abordou essas memórias e as práticas empregadas por Jackeline no tratamento e na prevenção de lesões entre lutadores. Publicado em 05/11/2026, o conteúdo traz relatos pessoais e profissionais que ilustram a evolução do papel da fisioterapia no jiu-jítsu competitivo.

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