A partida desta sexta (30), às 20h, na Neo Química Arena, entrou no radar da Polícia Civil. A DRADE ficará em sobreaviso para atuar preventivamente e investigar incidentes ligados à tensão em torno do clube.
O clima de tensão nos bastidores envolvendo o Corinthians no Campeonato Brasileiro trouxe desdobramentos institucionais. A partida desta sexta-feira (30), às 20h (de Brasília), contra o Mirassol, na Neo Química Arena, válida pela 33ª rodada, entrou oficialmente no radar de segurança da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Em nota, a corporação detalhou a atuação preventiva planejada para o confronto na capital. A atuação ficará a cargo da DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva), que informou estar em sobreaviso para o jogo devido ao momento do clube no campeonato e à repercussão de manifestações nas redes sociais.
“A Polícia Civil, por meio da DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva), está de sobreaviso para o jogo de hoje entre Corinthians e Mirassol, considerando o momento do clube no campeonato e a repercussão das recentes manifestações nas redes sociais. Estamos atentos à situação e adotando medidas preventivas de polícia judiciária para identificar e coibir eventuais condutas criminosas, buscando preservar a segurança e a ordem durante a partida.”
O monitoramento ocorre após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviar um ofício ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), solicitando abertura de investigação criminal contra Alexandre Domênico, conhecido como Alê, presidente da Gaviões da Fiel. A solicitação foi motivada por publicações no Instagram interpretadas como intimidatórias à equipe de arbitragem.
Na postagem, o dirigente criticou erros de arbitragem e escreveu que a “cota de vocês roubarem a gente dentro da Arena já deu“, além de afirmar que a torcida teria conhecimento dos locais de hospedagem dos juízes e concluir: “Isso não é uma ameaça. Só estamos avisando que já está ficando insustentável segurar a massa.“
A representação da CBF enquadrou a manifestação nos crimes de ameaça e incitação ao crime previstos no Código Penal, além de apontar incitação à violência em eventos esportivos na Lei Geral do Esporte. Paralelamente, representantes do MP-SP se reuniram com o vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Mauro Silva, e determinaram o envio de um ofício exigindo que o presidente da torcida organizada apresente esclarecimentos formais no prazo de até cinco dias.
“Não foi ameaça e nunca será. Falei das mensagens que recebi de torcedores revoltados justamente para mostrar o clima que esses erros estão criando, não para incentivar ninguém a nada”, alegou Alê em sua defesa pública.
A CBF também pediu reforço rigoroso na segurança da equipe de arbitragem para os compromissos diante de Mirassol e São Paulo e cobrou postura firme das autoridades. O clube está na 18ª colocação, com 33 pontos, afundado na zona de rebaixamento, e tenta focar em campo para melhorar a situação na tabela a seis rodadas do encerramento da Série B.
