Itabaiana · sexta-feira · 30 de outubro de 2026
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De janeiro a setembro de 2026, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu 743 mil benefícios, o que representa alta de 70% na média mensal de concessões em relação ao mesmo período de 2022, quando foram 438 mil. O tempo médio de espera por uma decisão ficou em 24 dias, abaixo dos 50 dias registrados em maio.

Os dados foram apresentados na terça-feira (27) pelo diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS, Leonardo Bittencourt, durante a 330ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). O encontro aconteceu na sede do Ministério da Previdência Social, em Brasília, com a presença do ministro Wolney Queiroz e do secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante e Silva.

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“Nós temos que fazer essa defesa da Previdência Social, para fortalecer esse sistema de proteção social que atende àqueles que mais precisam. A Previdência vem para socorrer as famílias nos momentos de dificuldade e contribuir com sustento aos trabalhadores brasileiros”,

A redução do tempo de espera também alcançou benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), destinado a pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Para esse grupo, o tempo médio de análise passou a ser de 42 dias, abaixo do prazo legal. No primeiro semestre deste ano, esse indicador ultrapassava 100 dias.

Segundo Leonardo Bittencourt, a melhora decorre da ampliação da capacidade de análise do instituto, que agora consegue concluir mais requerimentos do que recebe, mantendo a qualidade das decisões.

“Os resultados são fruto do esforço das equipes para agilizar o atendimento. Não foi apenas um trabalho pontual, é estrutural dentro do INSS. Hoje nós temos essa capacidade de analisar mais requerimentos do que entram. É o melhor patamar registrado que nós temos hoje, inclusive em relação aos requerimentos desde janeiro de 2023”,

Na reunião, também foi apresentada a operacionalização do Benefício Protetivo de Afastamento, previsto na Lei Maria da Penha, que garante renda a mulheres vítimas de violência doméstica que precisam se afastar do trabalho por determinação judicial. Para a concessão, não há exigência de carência, mas é necessário ter qualidade de segurada e decisão judicial determinando o afastamento.

Desde 13 de outubro, já foram solicitados 2.711 benefícios desse tipo. A presidente substituta do INSS, Ana Cristina Evangelista, destacou o objetivo de dar segurança financeira para que as mulheres possam romper o ciclo de violência.

“Ela deixa de se preocupar com a questão financeira, porque vai receber um benefício enquanto estiver afastada do trabalho, podendo reconstruir a sua vida e romper o ciclo de violência”,

“Hoje nós temos como identificar. Temos como fazer uma política pública em que eu consigo fazer o levantamento de quantas mulheres estão sendo vítimas de violência”,

Outro ponto da pauta foi a plataforma Meu INSS, principal canal digital do instituto, que reúne mais de 100 serviços no site e no aplicativo. A coordenadora de Serviços Digitais e Inovação, Mayara Schneider, apresentou uma análise da plataforma, incluindo recursos de acessibilidade. Segundo a autarquia, 86% dos acessos são feitos por dispositivos móveis e a plataforma tem nota 4,8 nas lojas de aplicativos.

Entre os serviços disponíveis estão a solicitação e o acompanhamento de benefícios, a emissão de documentos, a atualização de dados cadastrais e o cumprimento de exigências. A apresentação destacou que as ferramentas buscam facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços previdenciários.

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