Aos 27 anos, Rebeca venceu a final do salto no Mundial de Roterdã e tornou-se a primeira brasileira com três títulos mundiais na mesma prova. Claire Pease e Skye Blakely levaram prata e bronze.
Rebeca Andrade, de 27 anos, se tornou a primeira brasileira a conquistar três títulos mundiais na mesma prova da ginástica artística. O feito aconteceu neste sábado (24), quando ela levou a medalha de ouro na final do salto no Mundial de Ginástica Artística, disputado em Roterdã, na Holanda.
Além de assegurar o tricampeonato no aparelho, Rebeca foi a primeira atleta do Brasil a subir ao pódio nesta edição da competição. Na mesma final, duas ginastas dos Estados Unidos completaram o pódio: Claire Pease ficou com a medalha de prata e Skye Blakely levou o bronze.
Com o ouro conquistado na Holanda, Rebeca passou a somar 10 medalhas em Campeonatos Mundiais: quatro de ouro, quatro de prata e duas de bronze, considerando resultados em provas individuais e por equipes.
O tricampeonato no salto sobre a mesa igualou uma marca alcançada anteriormente por apenas outra ginasta na história do Mundial: a chinesa Cheng Fei, vencedora do aparelho em 2005, 2006 e 2007. Rebeca venceu a prova em 2021, 2023 e 2026, completando assim a sequência de três títulos no mesmo aparelho.
A conquista tem ainda mais destaque pelo retorno de Rebeca às competições internacionais após um período de afastamento. Depois de quase dois anos fora das competições, ela voltou a disputar eventos em junho deste ano, no Pan-Americano de Ginástica Artística realizado no Rio de Janeiro, onde também conquistou o ouro no salto. Durante o período de afastamento, a atleta se dedicou à recuperação física e mental e à preparação para os próximos desafios da carreira.
O resultado em Roterdã consolida a trajetória de Rebeca Andrade no cenário mundial da ginástica artística e amplia seu histórico de performances em finais individuais e por equipes. A medalha de ouro neste Mundial reforça a presença da atleta entre as principais competidoras do salto a nível global.
Na sequência da competição, e diante do calendário internacional, a expectativa será por novas participações e pelo acompanhamento das próximas etapas da carreira da ginasta, incluindo o planejamento de retorno a outros campeonatos e eventos internacionais.
