Em entrevista ao podcast CrowderBits, Eduardo Bolsonaro disse ser a favor de que seu irmão Flávio deixe o país se perder a eleição de domingo. Ao falar sobre o pai, sugeriu 'enviar a marinha' como alternativa.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em entrevista nesta sexta-feira (23), que é a favor de que Flávio Bolsonaro (PL), seu irmão, deixe o país caso perca a eleição deste domingo (25).
Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que ele deixe o país com certeza
A declaração foi dada durante participação no podcast dos Estados Unidos CrowderBits. A pergunta que motivou a resposta questionava como o pai dos irmãos, Jair Bolsonaro (PL), poderia ser solto caso houvesse derrota nas eleições. Segundo o ex-parlamentar, uma alternativa seria “enviar a marinha” como solução para essa situação.
enviar a marinha
Durante o mesmo episódio, o mediador da conversa reagiu à sugestão, afirmando que seria a “coisa certa a ser feita”.
a coisa certa a ser feita
Em seguida, Eduardo Bolsonaro também questionou o funcionamento das urnas eletrônicas. Ele alegou que a ausência de voto em papel e a falta de contagem pública exigiriam confiança nas máquinas de votação, citando uma frase atribuída a Stalin para ilustrar o argumento sobre a contagem dos votos.
O problema é que nós não usamos papel, sem contagem pública dos votos e você precisa confiar nas máquinas (…) como Stalin disse o problema não é quem você vota, mas sim quem conta seus votos.
Além disso, o ex-deputado defendeu a adoção do voto impresso. Ele afirmou que a proposta já passou pelo Congresso Nacional “3 ou 4 vezes”, mas que o Supremo Tribunal Federal considerou a medida inconstitucional, segundo sua argumentação.
Os trechos acima reproduzem as posições manifestadas por Eduardo Bolsonaro na entrevista. As afirmações envolvem propostas sobre saída do país em caso de derrota eleitoral, uso das Forças Armadas como alternativa para situações relacionadas a encarceramento e críticas ao sistema de votação eletrônica, além da defesa de impressão de votos com referência ao debate legislativo e à avaliação do STF sobre a constitucionalidade do tema.
O episódio ocorreu em um momento em que a disputa eleitoral se aproxima do fim de semana, com o pleito marcado para domingo, 25. As declarações devem repercutir no debate público, especialmente sobre segurança jurídica, tecnologia de votação e condução de eventuais desfechos eleitorais.
