Em uma demo de duas horas no México, Gabriel Rimi (CTup) testou a versão do clássico de N64 para o Switch 2. Ele destaca texturas em alta, iluminação repensada, fps mais estável e mudanças na jogabilidade e dublagem.
A Nintendo realizou uma sessão de demonstração de duas horas de The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake para o Nintendo Switch 2, na Cidade do México. Em vídeo no canal CTup, o apresentador Gabriel Rimi detalhou impressões sobre o desempenho técnico do hardware, a reconstrução gráfica dos cenários e as mudanças na jogabilidade em comparação com o jogo original lançado para o Nintendo 64.
A reimaginação do título trouxe texturas em alta resolução, um sistema remodelado de iluminação e estabilidade na taxa de quadros ao longo da exploração do reino de Hyrule. Na análise técnica de objetos e cenários, foram incorporados efeitos de transparência e sinais de desgaste físico em moedas, armas e equipamentos, aprimorando o aspecto visual sem seguir uma cópia literal da versão antiga.
“Não é um remake um para um. Ocarina of Time vai ser um jogo que pega o original e amplia ele”
Segundo a descrição do teste, a proposta alterou o ritmo dos confrontos e aprofundou a física do jogo, mudando sensivelmente como inimigos e objetos reagem durante as lutas e na exploração. Entre as principais atualizações mecânicas ocorreu a inclusão de um comando específico de pulo para o protagonista Link, o que impactou a transição entre plataformas e o comportamento nos combates com mira travada.
“Foi muito fácil selecionar os itens que eu precisei”
O teste também registrou modificações na interface de itens, adaptada ao controle do novo console: a alocação anterior por botões direcionais e frontais do controle de 1998 foi substituída pelos botões de ombro do aparelho, segundo a avaliação. A navegação na campanha recebeu suporte de um sistema de tapeçaria, uma interface visual que registra em ilustrações os eventos superados e indica os passos seguintes a cumprir.
Durante a exploração do Templo da Floresta, com foco no combate contra o chefe Fantasma de Ganon, o teste exibiu mudanças arquitetônicas pensadas para usabilidade, como a adição de uma plataforma elevatória que facilita o retorno a salas anteriores caso itens fiquem para trás. Essas alterações visam reduzir trechos de backtracking forçado e tornar a progressão mais fluida.
A versão também confirmou a dublagem e os textos localizados em português do Brasil. O recurso de áudio localizado coexistiu com a opção de alterar a linguagem para o inglês por meio do menu de configurações. Conforme avaliação de Gabriel Rimi, o trabalho de tradução dos diálogos e da dublagem nacional oferece suporte para a compreensão da história e funciona como porta de entrada para novos públicos, sem impedir o acesso à faixa original para jogadores tradicionais.
