Itabaiana · segunda-feira · 19 de outubro de 2026
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Bitdefender encontrou o malware pré‑instalado no firmware de milhares de aparelhos, sobretudo modelos baratos e falsificados. O Brasil está entre 150+ países afetados; a origem da infecção ainda é desconhecida.

Uma investigação da empresa de segurança Bitdefender identificou milhares de celulares Android que vieram com um vírus pré-instalado no firmware. A ameaça foi batizada de Midnight Mimosa e foi encontrada principalmente em aparelhos de baixo custo e em modelos falsificados que imitam celulares premium. O Brasil está entre os mais de 150 países onde o malware foi detectado.

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Diferentemente de ataques que dependem do download de aplicativos suspeitos, o malware estava presente no firmware — o software responsável por funções essenciais do aparelho. Os pesquisadores não conseguiram determinar em que etapa da produção ou da distribuição a adulteração ocorreu. Uma vez ativo, o programa pode instalar aplicativos sem autorização, conceder permissões e executar comandos remotos. A operação também explora os aparelhos para gerar receita por meio de anúncios e cliques fraudulentos, sem que o proprietário perceba.

A investigação identificou a presença do Midnight Mimosa em celulares Android de baixo custo, incluindo aparelhos falsificados que reproduzem aparência e identificação de modelos como Galaxy S24 Ultra, Galaxy S25 Ultra e Galaxy S26 Ultra. A pesquisa também encontrou a ameaça em celulares de marcas menos conhecidas. Não foram identificadas evidências da presença do malware em aparelhos originais da Samsung conforme a apuração.

Como saber se o celular está infectado?

  • Consumo anormal de bateria: descarga rápida sem explicação aparente.
  • Aquecimento excessivo: aparelho esquenta mesmo em uso leve.
  • Uso elevado de dados móveis: consumo de internet maior do que o habitual.
  • Instalação de apps desconhecidos: presença de aplicativos que o usuário não instalou.

Esses sinais podem indicar infecção, mas não aparecem necessariamente em todos os aparelhos comprometidos. O especialista Stefano Levorato, cofundador da Sociedade Brasileira de Inovação (SBI) e especialista em Inteligência Artificial, apontou verificações básicas que ajudam a identificar atividades suspeitas.

“O usuário pode, sim, realizar verificações básicas, como consultar a lista de aplicativos instalados, analisar as permissões sensíveis, monitorar o consumo de bateria e dados e até executar uma análise pelo Google Play Protect ou por uma solução de segurança reconhecida.”

O que fazer se o celular estiver infectado?

A primeira recomendação é interromper o uso do aparelho para operações sensíveis, como acessar bancos, fazer pagamentos ou consultar informações confidenciais. Também é indicado alterar senhas das contas usadas no celular a partir de outro dispositivo confiável, revisar sessões ativas e acompanhar possíveis movimentações suspeitas.

Levorato orienta procurar o suporte oficial do fabricante ou uma assistência técnica autorizada para avaliar a reinstalação segura do firmware original. Restaurar o celular às configurações de fábrica pode não eliminar o Midnight Mimosa, pois esse procedimento normalmente preserva o firmware. Em aparelhos falsificados ou sem suporte confiável, a substituição do dispositivo pode ser necessária.

Como comprar um celular com segurança?

  • Prefira procedência conhecida: lojas oficiais e revendedores autorizados reduzem o risco de produtos falsificados ou adulterados.
  • Desconfie de preços muito baixos: ofertas muito abaixo do mercado podem indicar irregularidade.
  • Verifique o modelo no site do fabricante: compare nome, especificações e imagens com as informações oficiais.
  • Cheque a homologação na Anatel: confirme o modelo no sistema de certificação da agência.
  • Corrobore o IMEI: compare a identificação exibida pelo aparelho com a da embalagem, lembrando que códigos também podem ser falsificados.
  • Verifique o vendedor em marketplaces: confirme se o anúncio pertence à loja oficial ou a um vendedor independente.
  • Exija nota fiscal e garantia: confira a política de devolução antes da compra.

“Os marketplaces merecem atenção especial porque reúnem vendedores independentes com diferentes níveis de confiabilidade e o fato de um produto estar anunciado em uma plataforma conhecida não significa necessariamente que tenha sido comercializado ou verificado diretamente por ela.”

Seguir essas medidas não garante proteção total, mas reduz o risco de adquirir um aparelho comprometido. Consumidores que suspeitarem de infecção devem priorizar a segurança das contas e buscar suporte técnico qualificado.

Redação
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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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