No empate por 1 a 1 com o Botafogo, o treinador apostou em marcação mais compacta para reforçar a defesa. A mudança visa estancar a sequência de cinco jogos sem vitória; o Coritiba soma 39 pontos e é 11º.
O Coritiba acendeu o sinal de alerta para a reta final do Campeonato Brasileiro ao mudar a estratégia para tentar interromper a sequência sem vitórias. No empate por 1 a 1 com o Botafogo, no Couto Pereira, o técnico Fernando Seabra apostou em um bloco baixo para dar mais segurança defensiva à equipe, após as dificuldades nos confrontos com Vasco e Fluminense.
O empate ampliou para cinco o número de partidas sem vitória do Coritiba na competição. A equipe soma 39 pontos e ocupa a 11ª colocação na tabela. Na avaliação da comissão técnica, a opção por um bloco mais recuado teve como objetivo reduzir espaços e tornar a equipe mais competitiva diante de um adversário de alto nível técnico.
Entendemos, junto com os jogadores, que era hora de dar dois passos atrás, fazer menos coisas, mas fazer melhor. Precisávamos estruturar bem um bloco baixo e encontrar uma forma de jogar que nos desse mais segurança defensiva.
Fernando Seabra explicou que a mudança buscou, sobretudo, recuperar o equilíbrio coletivo do time.
Paramos de ceder os passes por dentro, reduzimos as tabelas e deixamos de ser batidos nas costas da defesa em jogadas que chegam à linha de fundo. Passamos a permitir o cruzamento depois do passe para trás. Faltou tempo para sair e pressionar a bola, além de alguns ajustes individuais.
Seabra analisou que a estratégia ainda exige acertos, especialmente na transição para pressionar e recuperar a bola. Ele destacou que a nova organização defensiva pede adaptação dos jogadores, já que mudanças de formação, lesões e suspensões alteraram as características do setor ao longo da temporada.
Às vezes é melhor fazer menos, ser menos agressivo, mas ter mais equilíbrio. Estávamos sendo agressivos sem equilíbrio, e adversários de qualidade conseguiam nos superar.
O treinador afirmou que o desafio é encontrar uma organização que funcione independentemente das peças disponíveis, priorizando equilíbrio sobre excesso de agressividade sem coordenação.
O mais importante era mostrar coerência interna e sincronização, mesmo com um nível menor de agressividade. Agora, com mais dias de trabalho, poderemos dar mais fluidez e domínio a essas situações.
Seabra projetou que, com tempo de treinamento, a equipe deverá ganhar mais fluidez na aplicação desse modelo. O objetivo é manter a dedicação coletiva apresentada diante do Botafogo para voltar a vencer e avançar na luta pela permanência na Série A.
O Coritiba enfrentará o Atlético-MG no sábado, às 18h30 (de Brasília), na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela 31ª rodada. A partida será mais um teste para ver se a proposta defensiva dará os ajustes necessários para recuperar resultados nas rodadas finais.
Em outro registro do jogo no Couto Pereira, houve menção a Jacy, do Coritiba, que realizou um chá revelação ao lado da esposa e do filho.
A equipe técnica segue trabalhando para aperfeiçoar posicionamentos e atitudes coletivas, com a meta de recuperar confiança e pontuar nas próximas rodadas.
