Itabaiana · sexta-feira · 16 de outubro de 2026
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Jornal americano afirma que uma vitória de Flávio Bolsonaro daria aos EUA avanço estratégico na América Latina. O Brasil completaria uma série de sete vitórias de direita em 18 meses.

Publicada em 15/10/2026. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial brasileira pode representar um avanço estratégico para o atual governo dos Estados Unidos na América Latina, segundo análise publicada por um jornal americano. O texto afirma que o Brasil seria a peça principal que falta na expansão da rede de governos alinhados ao presidente norte-americano na região.

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O cenário acompanharia uma sequência de vitórias eleitorais de candidatos de direita na América Latina: o jornal nota que sete eleições presidenciais nos últimos 18 meses terminaram com a vitória de representantes desse campo político, e que o Brasil pode ser o próximo a seguir essa tendência.

O veículo também registra que Flávio Bolsonaro é apoiador do presidente americano e já manifestou interesse em aproximar o Brasil das estratégias adotadas por Washington. Em uma passagem citada pela publicação, o jornal aponta o histórico de apoio de Flávio ao presidente dos EUA e suas declarações sobre colaboração na área de segurança.

“Flávio Bolsonaro é há anos um entusiasmado apoiador de Trump, assim como seu pai foi um dos principais aliados de Trump durante seu primeiro governo. Flávio já afirmou que incluiria o Brasil na coalizão anticartéis, chamada Escudo das Américas, e trabalharia com os Estados Unidos no combate às facções criminosas brasileiras”

O jornal também destaca menções anteriores de Flávio nas redes sociais, nas quais ele teria sugerido ser favorável a uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. Em seguida, a publicação indica que o próprio político negou isso em entrevistas recentes, afirmando que a cooperação se limitaria à área de inteligência, e que ele pressionou com sucesso por classificações de grupos criminosos como organizações terroristas.

“Embora tenha negado isso em entrevistas recentes, afirmando que a cooperação se limitaria à área de inteligência. Foi Flávio quem pressionou Trump, com sucesso, para que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho fossem classificadas como grupos terroristas”

A política de segurança mencionada na análise inclui a classificação de organizações criminosas como terroristas e operações militares contra embarcações suspeitas de transportar drogas. Especialistas ouvidos pelo jornal avaliam que a cooperação internacional poderia ajudar a rastrear recursos financeiros usados por organizações criminosas, mas também apontam questionamentos sobre a eficácia dessas ações.

Segundo esses especialistas, ataques do Pentágono contra embarcações reduziram pouco o fluxo de cocaína e há dúvidas quanto ao impacto das operações militares sobre cidadãos e a soberania dos países latino-americanos. O texto recorda ainda episódios anteriores em que o governo norte-americano aplicou tarifas comerciais de 50% sobre produtos do Brasil em tentativas de pressionar processos internos.

“Trump, por exemplo, tentou interferir no processo criminal contra Jair Bolsonaro, que respondia a acusações por tentativa de golpe de Estado, impondo tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A iniciativa fracassou, e o ex-presidente foi condenado, mas Lula vem alertando desde então que a América Latina precisa preservar sua capacidade de governar a si própria diante da pressão de Washington”

Por fim, o jornal ressalta que o candidato do PL sustenta que a principal ameaça à soberania brasileira vem das facções criminosas, não da cooperação com os EUA. A publicação cita a posição do candidato sobre aprender com líderes que adotaram medidas duras contra o crime, lembrando que essas táticas também geraram críticas por possíveis violações de direitos humanos.

“Flávio Bolsonaro, no entanto, argumenta que a ameaça à soberania não vem de Trump, mas dos cartéis. Para combatê-los no Brasil, Flávio prometeu aprender com Nayib Bukele presidente de El Salvador cujas táticas autoritárias reduziram drasticamente os índices de criminalidade, mas também suscitaram denúncias de violações dos direitos humanos”

O texto apresenta, portanto, um panorama sobre como uma vitória eleitoral no Brasil poderia se articular com estratégias de segurança regional e com a geopolítica promovida pelos Estados Unidos, enquanto também registra dúvidas de especialistas sobre a efetividade e os riscos de medidas mais militares ou punitivas.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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