Às 20h30 de sexta, o Sport recebe o Fortaleza na Ilha do Retiro pela Série B, enfrentando um rival invicto há 14 jogos. O Rubro-negro precisa equilibrar ataque e defesa e romper o jejum em casa para voltar ao G-6.
O Sport terá uma missão que vai além de superar um adversário invicto há 14 jogos. Para vencer o Fortaleza nesta sexta-feira, às 20h30, na Ilha do Retiro, pela Série B, o Rubro-negro precisará equilibrar comportamento ofensivo e defensivo, explorar as brechas do rival e superar um retrospecto recente desfavorável como mandante.
A equipe pernambucana tentará voltar ao G-6, enquanto o Fortaleza brigará pelo acesso direto à Série A. O duelo também representa uma oportunidade para o Sport mudar o histórico em casa contra o rival nordestino: a última vitória na Ilha foi em janeiro de 2021.
O comentarista Cabral Neto aponta que enfrentar um adversário invicto já define o nível de dificuldade, mas que o Fortaleza também tem fragilidades e irregularidades que podem ser exploradas. No ataque, ele destaca a necessidade de aproveitar as laterais e a inconsistência defensiva do rival.
“O caminho do Sport passa por explorar a inconsistência defensiva do Fortaleza. Para aproveitar isso, é preciso encontrar espaço nas costas dos laterais, acelerar as jogadas pelos lados e colocar mais jogadores na área para acompanhar as finalizações. Cruzar sem ter presença ofensiva na área seria facilitar o trabalho da defesa adversária.”
Na defesa, a prioridade será controlar o apoio do lateral Maílton pelo lado direito, além de observar o atacante Vitinho, que teve queda de rendimento e chegou a começar a rodada passada entre os reservas, mas ainda merece atenção. Segundo o comentarista, Maílton e Vitinho geram volume ofensivo pelo lado direito do Fortaleza.
“As laterais do Fortaleza merecem registro, já que, na direita, Maílton é capaz de fazer a diferença no ataque, mas, ao mesmo tempo, tem deficiências na marcação que podem ser exploradas.”
“Na esquerda, Maurício Mucuri, é destro, o que possibilita uma saída de jogo com a bola mais centralizada e chegadas dele pelo meio, mas geram menos jogadas de ataque na ponta. Esse detalhe também lhe ajuda na hora de marcar um ponta direita canhoto, que é o caso de Barletta.”
Outro ponto apontado será a necessidade de evitar a exposição vista na partida contra o Atlético-GO, quando o adversário finalizou 24 vezes. O Sport precisará fazer a bola passar mais pelo seu centroavante titular — seja Neto Pessoa ou Perotti — e explorar a velocidade de Barletta, considerado o jogador mais rápido da equipe.
“O Sport não pode repetir a exposição vista diante do Atlético-GO, que finalizou 24 vezes. Com a posse, precisa fazer essa bola passar mais vezes nos pés do seu centroavante, seja ele Neto Pessoa ou Perotti, algo que o Sport encontra dificuldades em alguns jogos, além de explorar a velocidade de Barletta, seu melhor jogador.”
O desafio tático do Sport ganha um componente extra com a ausência do zagueiro Marcelo Benevenuto, suspenso após expulsão contra o Atlético-GO. O volante Willian Oliveira também virou dúvida depois de deixar a partida com dores no ombro, o que poderá exigir ajustes na estrutura defensiva.
Com um adversário em longa sequência invicta, o Sport precisará transformar recuperações de bola em ataques perigosos sem comprometer sua proteção. A missão, conforme resumiu o comentarista, será ser mais compacto sem abrir mão de atacar e encontrar eficiência para fazer valer o mando de campo neste confronto decisivo na briga pelo acesso.
