Itabaiana · quinta-feira · 15 de outubro de 2026
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O complexo Guohua Rudong, em Jiangsu, começou a operar com 400 MW de painéis, bateria de 60 MW/120 MWh e produção de hidrogênio de até 1.500 m³/h. Uma subestação de 220 kV integra a operação industrial.

Uma nova etapa do maior complexo integrado de energia solar, baterias e hidrogênio da China entrou em operação nesta quarta-feira (14). Instalado em Rudong, na província costeira de Jiangsu, o projeto reúne geração fotovoltaica, armazenamento por baterias e produção de hidrogênio verde em escala industrial.

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O complexo de Guohua Rudong conta com 400 MW de painéis solares, uma estação de baterias com potência de 60 MW e capacidade de 120 MWh, além de uma unidade capaz de produzir até 1.500 metros cúbicos padrão de hidrogênio por hora. Há ainda uma subestação de 220 kV para integrar a instalação à rede elétrica.

Essa combinação permite aproveitar melhor a geração variável da energia solar. Quando os painéis estiverem gerando mais eletricidade do que a rede absorve, parte do excedente pode ser estocada nas baterias ou usada para produzir hidrogênio por eletrólise da água. A bateria pode devolver eletricidade à rede ou suprir a própria instalação, enquanto o hidrogênio se torna outro produto energético para uso regional.

Segundo o governo chinês, a instalação tem capacidade para produzir 482 toneladas de hidrogênio verde por ano, destinadas principalmente ao mercado da região do delta do rio Yangtzé. O objetivo da integração é evitar que parte da geração renovável seja desperdiçada em períodos de excesso de oferta.

Para dimensionar a escala do projeto, a usina de Rudong deve gerar cerca de 468 milhões de kWh por ano (468 GWh). Em comparação, Curitiba consumiu aproximadamente 4,64 bilhões de kWh em 2023, o que representa uma média de 12,72 milhões de kWh por dia. Com esses números, a produção anual prevista do complexo corresponde a cerca de 37 dias do consumo médio diário de Curitiba, ou aproximadamente 10,1% do consumo da capital paranaense em 2023.

Usando a mesma lógica, a usina geraria energia suficiente para cerca de 6 dias da cidade de São Paulo e 11 dias da cidade do Rio de Janeiro. Ainda assim, apesar do grande volume anual, a instalação não conseguiria, isoladamente, manter nenhuma dessas cidades totalmente abastecidas de forma contínua, devido a limitações de potência, armazenamento e logística.

Os primeiros módulos foram conectados no fim de 2024, e os 400 MW de painéis solares atingiram conexão integral à rede em 29 de abril de 2025. O complexo integrado foi declarado totalmente construído em 10 de junho de 2026. A novidade divulgada nesta quarta-feira é a entrada formal em operação da estação de armazenamento.

Além de estabilizar a geração renovável, o governo chinês estima que o projeto possa evitar a emissão de mais de 300 mil toneladas de CO₂ por ano.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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