Na terça, o Vasco visita o Boca na Bombonera pela semifinal da Sul-Americana 2026. O clube se apoia na histórica vitória no Monumental em 1998 para tentar quebrar o jejum sem triunfos no estádio xeneize.
O Vasco tenta dar mais um passo importante para chegar a outra final continental nesta terça-feira, contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana de 2026. Dos três títulos sul-americanos do clube, dois tiveram fases decisivas em Buenos Aires, mais especificamente no Monumental, estádio do River Plate. Agora o adversário será a Bombonera, palco em que o Vasco ainda não venceu.
A campanha histórica de 1998 é o principal referencial quando se fala em vencer na Argentina. Naquela Libertadores, o jogo contra o River Plate, no Monumental de Núñez, ficou marcado pela cobrança de falta de Juninho Pernambucano, que garantiu a classificação vascaína para a final. Antes disso, o Vasco havia vencido o Cruzeiro nas oitavas e o Grêmio nas quartas, e havia superado o River campeão de 1996 nas semifinais — uma partida considerada por muitos como uma final antecipada.
É talvez um dos jogos mais difíceis que eu disputei. Não só pelo Vasco, mas na minha carreira, porque realmente o River tinha um time muito bom. Sem contar a atmosfera do estádio. Sabe como são os argentinos… A torcida fazendo muito barulho. Era muito difícil ganhar do River lá.
Mauro Galvão, capitão do título da América, relatou a força do adversário e a atmosfera do Monumental.
No jogo de ida, em São Januário, o Vasco venceu por 1 a 0 com gol de Donizete, e precisava apenas de um empate na Argentina. O River abriu o placar no primeiro tempo e pressionou até o fim, mas a cobrança de falta de Juninho classificou a equipe para a final da Libertadores de 1998.
Foi uma das partidas mais marcantes vestindo a camisa do Vasco, porque, com todo o respeito ao Barcelona de Guayaquil, sem dúvida nenhuma que foi uma final antecipada. Tanto o jogo aqui em São Januário, quanto no Monumental, porque aquela atmosfera para jogar ali dentro, o time tinha que estar muito bem.
Ramon Menezes destacou a sensação de que a semifinal definiu o caminho para a conquista.
O Vasco em São Januário vinha numa crescente dentro da competição, fazendo vários gols em todos os jogos. Nós vencemos o primeiro jogo, mas ganhamos apenas de 1 a 0. E no jogo da volta nós imaginávamos a dificuldade que nós tivemos durante aquele jogo. No primeiro tempo a gente já tomou o primeiro gol, mas no segundo tempo, quando o Juninho entrou e teve aquela falta e saiu o gol, foi uma explosão de sentimentos.
Ramon Menezes explicou como a entrada de Juninho mudou o rumo da partida.
Dois anos depois, na campanha da Copa Mercosul de 2000, o Vasco voltou a golear o River no Monumental, desta vez por 4 a 1. Os gols de Romário, Juninho Paulista, Júnior Baiano e Pedrinho construíram a vitória argentina que antecedeu a grande virada por 4 a 3 sobre o Palmeiras na final.
Esse jogo da semifinal é emblemático, que nos deu a sensação da conquista. Pelo menos eu saí da Argentina com a sensação de que ia ser campeão da Libertadores. A gente sabia do peso e da oportunidade que tinha. E o River Plate era o grande rival a ser batido.
Luisinho, em depoimento sobre a campanha de 1998, reforçou a importância daquela semifinal para o tom da conquista.
Foi um grande jogo de todos. O time no todo, mas eu falo em especial eu e o Pedrinho, que hoje é o presidente do Vasco.
Jorginho Paulista lembrou a atuação coletiva na goleada de 2000, destacando-se com Pedrinho para aquela partida.
Enquanto o clube se prepara para o duelo na Bombonera, permanece a busca por repetir grandes feitos em solo argentino — como os alcançados no Monumental em 1998 e 2000 — e incluir a Bombonera entre os palcos de glória do clube. Fila imensa de vascaínos para retirar ingressos do jogo contra o Boca em Buenos Aires demonstra a mobilização da torcida para esta semifinal.
