O Festival do Rio encerrou a 28ª edição e entregou o Troféu Redentor ao longa de estreia dos diretores Enock Carvalho e Matheus Farias. Ambientado em Recife, aborda instrumentalização da fé e desejos às margens do mangue.
- PREMIÈRE BRASIL
- PRÊMIO FELIX
- PRÊMIO SUZY CAPÓ – PERSONALIDADE DO ANO
- MOSTRA EXPECTATIVA – PRÊMIO AQUISIÇÃO TV GLOBO (Voto do público)
- MOSTRA PREMIÈRE LATINA – PRÊMIO AQUISIÇÃO TELECINE (Voto do público)
- PRÊMIO FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema)
- PRÊMIO ASSOCIAÇÃO DOS CORRESPONDENTES DE IMPRENSA ESTRANGEIRA
O Festival do Rio, um dos principais acontecimentos do cinema brasileiro, encerrou a sua 28ª edição no último domingo, dia 11 de outubro, premiando A Margem do Rio com o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem de Ficção no circuito Première Brasil. O filme, de estreia dos diretores Enock Carvalho e Matheus Farias, também recebeu outras honrarias ao longo da mostra.
A Margem do Rio é ambientado no Recife e acompanha Izaquiel (Caíque Copque, Mapas), um jovem auxiliar de serviços gerais em uma igreja evangélica que, em seu tempo livre, busca por encontros com outros homens no mangue. Em uma dessas aventuras, ele conhece o misterioso e magnético pescador Jeremias (Ítalo Martins, O Agente Secreto) e eles começam um relacionamento intenso ao mesmo tempo em que uma ameaça crescente de violência passa a atingir as vidas dos homens às margens do rio.
Além do prêmio principal do Festival do Rio 2026, A Margem do Rio também recebeu o prêmio de Melhor Filme Brasileiro do Prêmio Felix, dedicado a produções com temáticas LGBTQIAPN+, e conquistou prêmios técnicos e de atuação. A seguir estão os vencedores das principais categorias anunciadas na cerimônia de encerramento.
PREMIÈRE BRASIL
- A Margem do Rio — Melhor Longa-Metragem de Ficção (Enock Carvalho e Matheus Farias)
- Elza — Melhor Longa-Metragem Documentário (Eryk Rocha)
- Santo — Melhor Curta-Metragem (Maria Luísa Alves)
- Gabriel Martins — Melhor Direção de Ficção por Vicentina Pede Desculpas
- Camila Valença — Melhor Direção de Documentário por Cão Sem Plumas
- Victor di Marco — Melhor Ator por LONDON
- Isabel Teixeira e Grace Passô — Melhor Atriz (ex aequo) por Diário do Fogo e A Professora de Francês
- Pedro Goifman — Melhor Ator Coadjuvante por A Professora de Francês
- Renna Costa, Artia e Ísis Broken — Melhor Atriz Coadjuvante por A Margem do Rio
- Vicentina Pede Desculpas — Melhor Roteiro (Gabriel Martins)
- A Extraordinária Vida de Vera Valdez e Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira — Melhor Montagem (ex aequo)
- Luciana Baseggio — Melhor Fotografia por A Margem do Rio
- Ana Paula Cardoso — Melhor Direção de Arte por Funk
- Samy Sill — Melhor Figurino por LONDON
- Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura — Melhor Som por A Margem do Rio
- Florencia Di Concilio — Melhor Trilha Sonora Original por A Professora de Francês
- O Filho da Puta — Prêmio Especial do Júri
- Fui Olhar Você Dormir — Melhor Longa-Metragem Documentário (Voto popular)
- Vicentina Pede Desculpas — Melhor Longa-Metragem Ficção (Voto popular)
PRÊMIO FELIX
- A Margem do Rio — Melhor Filme Brasileiro (Enock Carvalho, Matheus Farias)
- Em Segredo (À voix basse) — Melhor Filme Internacional (Leyla Bouzid)
- Pai e Pai (Father, Father) — Melhor Documentário (Jake Witzenfeld)
- Morfeu e Caronte — Prêmio Especial do Júri
- Elefantes na Névoa (Tinīharū) — Menção Honrosa
PRÊMIO SUZY CAPÓ – PERSONALIDADE DO ANO
- Rita Von Hunty / Guilherme Terreri
MOSTRA EXPECTATIVA – PRÊMIO AQUISIÇÃO TV GLOBO (Voto do público)
- Maria Vitória — de Mário Patrocínio
MOSTRA PREMIÈRE LATINA – PRÊMIO AQUISIÇÃO TELECINE (Voto do público)
- Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul) — de Bruno Santamaría Razo
PRÊMIO FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema)
- LONDON — Melhor Filme Brasileiro (Victor di Marco e Márcio Picoli)
- Seis Meses no Prédio Rosa e Azul — Melhor Filme Latino
PRÊMIO ASSOCIAÇÃO DOS CORRESPONDENTES DE IMPRENSA ESTRANGEIRA
- Me deixa ser (Let Us Be) — Melhor Filme (Viviane D’Avilla)
- 144 – Apocalipse Não — Menção Honrosa (João Paulo Cuenca)
O conjunto de prêmios revela atenção tanto a obras de ficção quanto a documentários e curtas, além de reconhecer trabalhos técnicos e atuações. O festival manteve seu foco em promover a diversidade de narrativas do cinema nacional e latino-americano, com destaque para títulos que abordam questões sociais e identitárias. A cerimônia consagrou produções novas e já reconhecidas pelo público, marcando o encerramento da programação da 28ª edição.
