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Após seis dias de paralisação, o elenco voltou aos treinos mesmo sem quitação dos vencimentos. Advogado diz que jogadores esperavam esclarecimentos e presença da diretoria, mas o impasse financeiro persiste.

Campinas (SP), 02/09/2026 — Depois de seis dias de paralisação, o elenco da Ponte Preta decidiu retomar as atividades apesar de os pagamentos que motivaram a greve não terem sido quitados. A decisão de voltar ao trabalho foi tomada pelos atletas em respeito ao clube e à torcida, segundo o advogado Filipe Rino, que representa os jogadores.

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O advogado afirmou que o grupo esperava receber valores, obter esclarecimentos e contar com a presença dos dirigentes, mas avaliou que essas expectativas não foram atendidas. A opção pelo retorno mudou a rotina do time, mas manteve intacto o problema financeiro que levou à paralisação.

“Em respeito à instituição, mesmo com a diretoria permanecendo inerte, eles resolveram voltar e continuar o campeonato, respeitando a instituição e a torcida.”

A greve começou em 26 de agosto, quando os jogadores condicionaram o retorno à regularização dos pagamentos. Na denúncia apresentada pelos atletas, havia atrasos de salários e direitos de imagem que chegavam a seis meses em alguns casos, além de falta de resposta da gestão. Apesar do retorno, a diretoria não apresentou um prazo para quitar os atrasados.

O grupo permaneceu insatisfeito, especialmente em relação ao presidente Luiz Torrano, que não compareceu para conversar com os atletas. A ausência de um compromisso claro da direção em relação aos pagamentos foi apontada como um dos motivos que mantêm um clima de descontentamento dentro do elenco.

Nas negociações, o técnico Gilson Kleina teve participação relevante na tentativa de aproximação com as lideranças do elenco. Parte dos jogadores já havia comparecido ao CT do Jardim Eulina na terça-feira (1º), e uma conversa com o treinador estava prevista para a manhã de quarta-feira (2).

“A minha ideia é me reunir com eles a partir de amanhã para entender o lado deles e tentar encontrar um consenso.”

Em função da paralisação, a equipe precisou recorrer a jogadores formados no clube para enfrentar o América-MG e evitar um W.O. Os jovens conseguiram segurar um empate na primeira etapa, mas a Ponte foi derrotada por 2 a 0 no Independência. O treinador elogiou a entrega dos garotos e reconheceu a diferença de ritmo e experiência no segundo tempo.

Com o retorno dos profissionais, o técnico terá a possibilidade de reorganizar o grupo para o confronto contra o São Bernardo, marcado para domingo (6), às 18h30, no Moisés Lucarelli. Embora a preparação em campo possa ser retomada, a regularização dos pagamentos segue como pendência da direção do clube.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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