Itabaiana · quarta-feira · 23 de setembro de 2026
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A BYD levou o Yangwang U7 a um teste extremo em Nanning para avaliar se recargas ultrarrápidas aceleram o desgaste da bateria. O sedã rodou continuamente em pistas quentes e altas velocidades para simular uso intenso.

Já se perguntou se o carregamento ultrarrápido “vicia” a bateria de um carro elétrico? Para avaliar isso na prática, a BYD submeteu seu elétrico Yangwang U7 a um teste de estresse extremo em Nanning, na China. O sedã foi usado para rodar 30.000 quilômetros em nove dias, com 350 recargas ultrarrápidas, numa tentativa de demonstrar como o componente se desgastaria diante de uso intenso.

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A ideia do teste era medir o desgaste real da bateria em pistas de alta velocidade sob calor de 36 °C, combinando recargas repetidas em potências elevadas. Para isso, o carro rodou a velocidades de até 240 km/h e recebeu picos de até 640 kW de potência, usando a tecnologia Flash Charging.

O recurso Flash Charging permite elevar a carga de 10% a 97% em mais ou menos nove minutos. Mesmo após as sessões contínuas, a medição do fabricante indicou que o conjunto acumulador manteve 98,7% de sua capacidade original, com perda de apenas 1,3%.

A baixa taxa de desgaste foi apresentada como um sinal positivo da evolução dos sistemas de gerenciamento térmico, que teriam conseguido conter a elevação de temperatura provocada pela alta voltagem. O controle eficiente do calor é importante porque impede que as células de energia sejam danificadas de forma permanente mesmo em ciclos severos e ininterruptos de carregamento.

É preciso lembrar que baterias de íons de lítio costumam apresentar maior degradação no início, para depois ter uma curva de perda de capacidade mais estável. Dessa forma, um desgaste mínimo após 30.000 quilômetros pode ser considerado um indicador favorável.

Por outro lado, o resultado do teste não reproduz integralmente a degradação temporal provocada por fatores como anos de uso, variações climáticas e períodos de inatividade. Além disso, os dados vieram de testes internos da marca e não de um órgão independente, o que limita a comparação direta com avaliações externas.

Mesmo assim, a demonstração sugere que recargas ultravelozes podem comprometer a durabilidade das baterias em um ritmo menor do que alguns estimavam. Ainda assim, em algum momento a bateria tende a perder parte significativa da capacidade ao longo do tempo. Já imaginou quanto custa trocar a bateria de um carro elétrico?

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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