Itabaiana · quinta-feira · 05 de novembro de 2026
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Na estreia do Parapan-Pacífico em Walnut (EUA), o Brasil conquistou dois ouros e duas pratas. Lídia Cruz cravou novo recorde das Américas, e a equipe se destacou nas provas multiclasses, definidas pelo Índice Técnico.

Na primeira rodada de provas do Parapan-Pacífico de natação, o Brasil garantiu quatro pódios: foram dois ouros e duas pratas nesta sexta-feira (28), em Walnut, nos Estados Unidos. O desempenho da equipe brasileira trouxe um recorde das Américas e resultados expressivos em provas multiclasses.

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As provas do Parapan-Pacífico são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC), que atribui uma pontuação à prova de cada atleta, levando em conta o tempo e a classe.

O torneio segue até domingo (30). Disputado desde 2011, o Parapan-Pacífico é aberto a nadadores de países de fora da Europa. Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão criaram o torneio com o objetivo de oferecer disputas de alto rendimento em anos nos quais não há disputa de Mundial ou Jogos Paralímpicos.

O Brasil participa do evento com uma equipe de 16 nadadores. Todos foram medalhistas em disputas individuais do último Mundial da modalidade, disputado em Singapura, em 2025.

Recorde e dobradinha: a fluminense Lídia Cruz estabeleceu o novo recorde das Américas ao vencer os 150m medley S4 (limitação físico-motora). A marca da brasileira foi 2min56s31. Nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, ela ficou com o bronze, com a marca de 2min57s16. Na mesma prova, a mineira Patrícia Pereira fez o tempo de 2min57s33 e levou a prata.

Em outra final, nos 200m livre (classes S2-S5 e S14), o paulista Gabriel Bandeira foi o mais rápido, com o tempo de 1min53s21, e levou a medalha de ouro. Já nos 50m borboleta das classes S5-S7, o paulista Samuel Oliveira conquistou a medalha de prata, com o tempo de 33s68 e 949 pontos.

O formato multiclasses e o uso do ITC tornam cada medalha resultado de comparações de desempenho entre atletas com diferentes graus de limitação, o que torna o cálculo das posições e das pontuações um aspecto técnico importante da competição. A delegação brasileira, composta por 16 nadadores experientes em competições internacionais, mantém a expectativa de ampliar a coleção de pódios até o encerramento do torneio no domingo (30).

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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