A CBF confirmou a paralisação obrigatória dos campeonatos nacionais durante a Copa Feminina de 2027, que será disputada no Brasil. Segundo Thiago Jannuzzi, a suspensão é uma exigência da Fifa e deve alterar o calendário e a logística dos clubes.
A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, traz uma série de mudanças para o calendário do futebol nacional. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já anunciou a paralisação obrigatória dos campeonatos durante o evento, medida alinhada às exigências da Fifa.
De acordo com Thiago Jannuzzi, diretor de operações da Copa de 2027, a paralisação faz parte dos requisitos impostos aos países que desejam sediar o torneio. Ele destaca que a candidatura brasileira foi apresentada com pleno conhecimento dessa condição.
“Ela é apresentada como requerimento para um país sediar o evento, então quem se candidata a receber, se candidata conhecendo esse requerimento”, afirmou Jannuzzi.
A parceria entre a CBF e o Governo Federal é tratada como um projeto que vai além da competição esportiva e inclui o desenvolvimento do futebol feminino no país. A Copa deve gerar impacto financeiro expressivo, com movimentação estimada em R$ 8,8 bilhões na economia brasileira, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas.
A expectativa é de que cerca de dois milhões de pessoas visitem o Brasil durante o torneio. Mais de 730 mil já demonstraram interesse na compra de ingressos — metade brasileiros e metade estrangeiros.
O torneio reunirá 32 seleções em 64 partidas, distribuídas por oito cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre, entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Estádios como o Maracanã e o Mineirão estão entre os locais de disputa.
“Esse requerimento de fato é necessário, porque quando você paralisa tantos estádios, você quase que inviabiliza o resto do calendário”, destacou Jannuzzi.
Ele também ressaltou a importância da pausa no calendário, prática já adotada em outras competições, como a Copa do Mundo masculina e a Copa de Clubes. Para os clubes, a interrupção é decisiva para que possam contar com seus principais jogadores e preservar a saúde do calendário esportivo.
Assim, a Copa do Mundo Feminina representa não apenas uma oportunidade de celebrar o futebol feminino, mas também um momento de reorganização do futebol brasileiro em torno de grandes eventos esportivos.
