A ilha realiza cerimônias oficiais e atos populares nesta quinta-feira, 13 de agosto, enquanto as relações com Washington seguem tensas. O centenário reacende debates sobre o legado de Fidel e os direitos humanos.
Hoje, 13 de agosto de 2026, Cuba comemora o centenário do nascimento de Fidel Castro, o icônico líder revolucionário que estabeleceu um Estado comunista bem próximo aos Estados Unidos e desafiou, por cinco décadas, os esforços americanos para derrubá-lo.
Fidel Castro, admirado por muitos como um herói e criticado por outros como um ditador, foi uma figura central na política caribenha, conhecido por sua personalidade forte e carismática. Sua trajetória ganhou destaque internacional quando, em 1º de janeiro de 1959, liderou uma campanha de guerrilha que, com o apoio popular, depôs o regime do general Fulgencio Batista, um ditador de direita.
O ex-presidente cubano nasceu em uma família rica de produtores de açúcar e, ao longo de sua vida, lançou uma revolução que transformou Cuba de um mero destino turístico em uma potência do Terceiro Mundo. Com o auxílio de Ernesto “Che” Guevara, um amigo próximo e ícone da revolução, Castro fundou a primeira administração comunista do hemisfério ocidental.
A postura antiamericana de Castro o tornou alvo de várias tentativas de remoção por parte dos Estados Unidos. Uma das mais notórias foi a invasão da Baía dos Porcos, em 1961, quando mais de mil exilados cubanos, treinados e financiados pela CIA, tentaram retomar o poder em Cuba.
Apesar de mais de cinco décadas de sanções americanas que visavam derrubá-lo, Castro permaneceu no poder, sobrevivendo a nove presidentes dos Estados Unidos, desde Eisenhower até Clinton. Durante o governo de George W. Bush, as restrições financeiras e de viagens foram ampliadas, aumentando a hostilidade contra o líder cubano.
Castro enfrentou inúmeras tentativas de assassinato e manteve o controle sobre uma das últimas sociedades comunistas do mundo por quase meio século, tornando-se o terceiro chefe de Estado com o mandato mais longo do planeta, ficando atrás apenas da rainha Elizabeth II, do Reino Unido, e do rei Bhumibol Adulyadej, da Tailândia.
