Na madrugada deste domingo (9), policiais apreenderam em Tatuapé uma Mercedes GLC 300 dirigida pelo filho adotivo de Deolane Bezerra. O carro estava ligado a ocorrência do dia anterior; a polícia não divulgou detalhes.
Um carro de luxo da advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi apreendido enquanto era dirigido pelo seu filho adotivo, Giliard Vidal dos Santos, na zona Leste de São Paulo. A apreensão ocorreu na madrugada deste domingo (9), no Tatuapé.
Segundo informações do boletim de ocorrência, policiais militares realizavam patrulhamento na região quando foram acionados via rádio sobre um veículo, uma Mercedes Benz GLC 300, que trafegava pela avenida Salim Farah Maluf, sentido centro. O automóvel estava cadastrado como envolvido em uma ação criminosa registrada no dia anterior, mas a polícia não revelou detalhes sobre essa ação.
Os agentes localizaram o veículo e realizaram a abordagem. Dentro do carro estavam o filho de Deolane e uma passageira. Após uma revista, nada ilegal foi encontrado com eles ou no interior do veículo. O carro também não apresentava irregularidades aparentes.
Após a apreensão, a polícia identificou que o automóvel possuía um bloqueio de sequestro relacionado à Operação Vérnix, que resultou na prisão de Deolane no dia 21 de maio. O carro foi levado para o pátio do 42º Distrito Policial, em Parque São Lucas, e será removido para Ribeirão Preto, onde as investigações estão sendo conduzidas, nesta quarta-feira (12).
A reportagem tentou contato com a defesa de Deolane, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
A Operação Vérnix foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) em maio de 2026. A investigação apura supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, relacionados à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
As autoridades informaram que essa operação é resultado de uma investigação iniciada em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Esses documentos revelaram informações sobre a dinâmica interna da facção e possíveis planos contra agentes públicos, levando à abertura de vários inquéritos policiais.
A primeira fase da investigação se concentrou nos detentos que possuíam os documentos. A análise indicou referências a lideranças da facção e menciona uma figura chamada “mulher da transportadora”, que teria ajudado a levantar informações sobre servidores públicos. Deolane passou a ser investigada devido a movimentações financeiras consideradas expressivas e vínculos com pessoas envolvidas no caso.


















