Itabaiana · terça-feira · 13 de outubro de 2026
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Decisão publicada nesta quarta encerra recurso e barra entrega do troféu ao São Paulo. Justiça reafirma que o título brasileiro de 1987 pertence definitivamente ao Sport Club do Recife.

Rio de Janeiro, 6 – O Flamengo não receberá a Taça das Bolinhas. A Justiça do Rio de Janeiro publicou, nesta quarta-feira, uma decisão sobre o recurso solicitado pelo clube carioca, que impedia a entrega do troféu ao São Paulo. A sentença reafirmou que o título de campeão brasileiro de 1987 pertence de forma definitiva ao Sport Club do Recife.

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Naquela edição, o Guarani foi o vice-campeão, sendo bi-vice, pois já havia perdido o título em 1986 para o São Paulo, após um empate em 3 a 3 e decisão nos pênaltis. A partida decisiva foi disputada no Brinco de Ouro, em Campinas, onde a arbitragem de José Assis de Aragão foi controversa e considerada prejudicial para o time da casa.

“O recurso fere o princípio da coisa julgada, já que o assunto foi encerrado em instâncias superiores anteriormente”, destacou o documento judicial.

Com isso, a Corte decidiu negar o apelo do Flamengo, impedindo novas contestações sobre fatos que já estão “juridicamente consolidados”. Caso o Flamengo tivesse sido oficialmente reconhecido como vencedor de 1987, a equipe teria alcançado o pentacampeonato nacional em 1992, se tornando a primeira a atingir essa marca.

Contudo, com a negativa do reconhecimento, o título permanece com o São Paulo, que conquistou cinco títulos brasileiros em 2007 e, portanto, tem direito à posse da Taça das Bolinhas. Até o momento, o Flamengo não se manifestou sobre a decisão. Também não há informações de que o clube paulista irá reivindicar a taça após a decisão judicial. O troféu permanece sob a custódia da Caixa Econômica Federal.

Para entender o contexto, em 7 de fevereiro de 1988, o Sport venceu o Guarani por 1 a 0, na Ilha do Retiro, conquistando o título do Campeonato Brasileiro de 1987, uma das edições mais polêmicas da competição. Apesar das definições da CBF e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), torcedores do Flamengo e do Sport debatem até hoje sobre a quem pertence o troféu, que está no museu do rubro-negro de Recife.

A edição daquele ano previa que os clubes finalistas dos Módulos Verde e Amarelo se enfrentassem em um quadrangular final. O Módulo Verde, conhecido como “Copa União”, foi promovido como o verdadeiro “Campeonato Brasileiro de 1987” por muitos torcedores e clubes participantes, especialmente do “Clube dos 13”. O Internacional e o Flamengo chegaram à decisão, mas ambos se recusaram a participar do quadrangular final, argumentando que o campeonato já havia sido decidido entre os principais rivais do país.

No Módulo Amarelo, Guarani e Sport seguiram o regulamento da CBF e se enfrentaram no quadrangular final, com um acordo sobre a divisão da conquista. Após empates, as equipes voltaram a se enfrentar em 7 de fevereiro de 1988, com Marco Antônio, zagueiro do Sport, marcando o único gol da partida. A CBF proclamou o Sport como campeão brasileiro de 1987, e a Justiça confirmou este título em 1994. Em 2011, a CBF reconheceu ambos os clubes como campeões, mas, no âmbito legal, o Sport foi declarado o campeão legítimo.

Em 2017, o Supremo Tribunal Federal negou um recurso do Flamengo, reafirmando que a decisão sobre o Sport como único campeão de 1987 já havia transitado em julgado e não poderia ser alterada.

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