Itabaiana · terça-feira · 13 de outubro de 2026
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Pesquisa da OpenAI que analisou 800 mil mensagens do ChatGPT nos EUA revela que 43,5% das interações profissionais envolvem tarefas de outras áreas. O 'cruzamento de tarefas' pode redesenhar cargos e rotinas empresariais.

Um estudo da OpenAI revelou que quase metade das tarefas realizadas com inteligência artificial (IA) nas empresas são atribuídas a profissões diferentes. A pesquisa, intitulada “Trabalho na fronteira: como a IA está ampliando o que as pessoas fazem no trabalho”, analisou mais de 800 mil mensagens enviadas por usuários do ChatGPT nos Estados Unidos.

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De acordo com a análise, 43,5% das interações ligadas a atividades específicas de uma profissão envolvem tarefas que tradicionalmente pertencem a outra área de atuação. Esse fenômeno foi denominado de “cruzamento de tarefas” (task crossover) pelos pesquisadores. O relatório sugere que a IA está mudando a divisão de responsabilidades nas empresas antes mesmo que essas alterações sejam refletidas nas descrições de cargos ou nas estatísticas do mercado de trabalho.

Na prática, isso significa que profissionais estão utilizando o ChatGPT para realizar atividades que, até recentemente, seriam encaminhadas a especialistas de outros departamentos. Por exemplo, um profissional de marketing pode usar a IA para solucionar um problema em um site sem depender da equipe de tecnologia. Da mesma forma, trabalhadores de diversas áreas podem recorrer à ferramenta para elaborar relatórios financeiros, revisar contratos ou criar materiais de divulgação, sem a necessidade de contadores, advogados ou designers.

O estudo também destaca que esse comportamento já se tornou comum em várias profissões analisadas. Entre os profissionais de experiência do cliente, 77% das mensagens relacionadas ao trabalho envolvem tarefas de outras áreas. O percentual é de 75% entre designers, 69% em recursos humanos, 56% no setor jurídico e 53% em marketing.

A pesquisa ainda aponta que certas áreas “emprestam” mais tarefas do que outras. Atividades relacionadas à engenharia e ao marketing são frequentemente requisitadas por profissionais de diferentes setores. Resolver problemas técnicos, criar campanhas e desenvolver materiais de comunicação estão entre os exemplos mais comuns.

Os pesquisadores também observaram que o cruzamento de tarefas ocorre com maior frequência em empresas menores. Entre usuários de organizações com 2 a 5 licenças do ChatGPT, tarefas fora da área de atuação representam 18,9% das atividades analisadas. Em contrapartida, em empresas com mais de 100 licenças, esse percentual cai para 16,3%. A OpenAI sugere que essa diferença se deve ao fato de que pequenas empresas dispõem de menos equipes especializadas, levando os funcionários a recorrer à IA para atender demandas que, em organizações maiores, seriam delegadas a departamentos como tecnologia, jurídico, marketing ou finanças.

Apesar das mudanças observadas, a OpenAI mantém uma postura cautelosa. Os autores do relatório enfatizam que os resultados não indicam que os profissionais serão substituídos, nem que essas tendências necessariamente impactarão os empregos. O estudo se concentra em como as pessoas estão utilizando a IA no trabalho, sem afirmar que novas profissões surgirão de imediato. Para a desenvolvedora, o conhecimento especializado continua sendo fundamental para validar informações, avaliar riscos e tomar decisões mais impactantes. Assim, a tecnologia amplia o conjunto de tarefas que cada profissional consegue executar sem eliminar suas funções.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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