Em 4/8/2026, José Eduardo Cardozo e Leonardo Bortoletto, no Grande Debate, avaliaram se a revogação do visto da embaixadora nos EUA abala Lula. Washington pode restaurar o visto se Brasília aprovar Daniel Pérez.
No dia 04 de agosto de 2026, os comentaristas José Eduardo Cardozo e Leonardo Bortoletto debateram em O Grande Debate, programa que vai ao ar de segunda a sexta-feira, se a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington pelos Estados Unidos abala a figura do presidente Lula.
A revogação do visto ocorreu em meio a um crescente impasse diplomático entre Brasil e EUA. Conforme apurações, os Estados Unidos indicaram que podem restituir o visto da embaixadora caso o governo brasileiro aprove a indicação de Daniel Pérez, escolhido do governo americano para a embaixada dos EUA no Brasil.
No entanto, o governo brasileiro expressou que pretende realizar uma análise cuidadosa e sem pressa sobre a indicação. A Secretaria de Comunicação da Presidência emitiu uma nota afirmando que a decisão dos EUA sobre o visto da embaixadora “não é um fato isolado” e que se insere em “uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil por motivações ideológicas”. Essa declaração reforça a postura do governo brasileiro de resistência a pressões externas.
Durante o debate, Cardozo ressaltou a relação histórica e cordial entre Brasil e Estados Unidos, destacando que a balança comercial é favorável aos americanos. Ele argumentou que a atual situação reflete uma postura intervencionista que desrespeita a soberania do Brasil, afirmando que “Ele é o agressor. O Brasil é o agredido”, referindo-se ao governo americano.
Por outro lado, Bortoletto se mostrou otimista quanto à possibilidade de recuperação das relações entre os dois países. “Eu nunca vou dizer que está azedado a tal ponto a relação entre dois países da grandeza dos Estados Unidos e do Brasil”, declarou. Ele enfatizou que os interesses econômicos e diplomáticos históricos entre as duas nações são mais significativos que os conflitos momentâneos.
Bortoletto também destacou que a responsabilidade pela tensão diplomática é compartilhada. “Os dois, nitidamente os dois”, afirmou ao ser questionado sobre a origem da crise. Para ele, trazer questões ideológicas para o âmbito diplomático é um erro que deve ser evitado por ambas as partes.
