Itabaiana · terça-feira · 13 de outubro de 2026
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A GTF (Canção Alimentos) quer elevar exportações de 35% para 40% no próximo ano, mesmo com margens apertadas na avicultura. CEO Rafael Tortola aposta em diversificar mix e agregar valor aos cortes.

A GTF, proprietária da marca Canção Alimentos, planeja aumentar a participação das exportações em seu faturamento, mesmo diante de margens mais apertadas na avicultura. Durante o Siavs (Salão Internacional de Proteína Animal), o CEO da empresa, Rafael Tortola, destacou a estratégia de ampliar o mix de produtos exportados, agregar valor aos cortes e fortalecer relações com clientes internacionais.

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Atualmente, cerca de 65% da produção da GTF é destinada ao mercado interno e 35% às exportações, com a meta de aumentar essa fatia para 40% no próximo ano. Segundo Tortola, a prioridade não é apenas conquistar novos mercados, mas também aumentar a presença nos países onde a empresa já está estabelecida.

“Nossa ideia é continuar atendendo os mercados onde já estamos consolidados e incrementar o mix de produtos. Estamos trabalhando cada vez mais com cortes desossados, que agregam valor e atendem à demanda de diferentes mercados”, afirmou.

Ele explicou que produtos como coxa e sobrecoxa desossadas, tradicionalmente exportados para Japão e Coreia do Sul, estão ganhando espaço em outros destinos, permitindo a ampliação do portfólio para os clientes. A companhia também prioriza contratos de longo prazo em vez de operações pontuais.

“O que buscamos é fidelizar clientes. Mantemos um fornecimento constante ao longo do ano, independentemente das oscilações de preço entre os mercados. Esse trabalho fortalece a marca e permite capturar maior valor pelos produtos”, disse.

No mercado interno, a GTF aposta em produtos mais práticos. Nos últimos dois anos, a empresa ampliou a oferta de produtos congelados individualmente (IQF) e reforçou a linha de empanados desenvolvidos para preparo em air fryer. Tortola afirma que essa mudança reflete o novo perfil das famílias brasileiras, que buscam conveniência sem abrir mão da qualidade.

Apesar das perspectivas otimistas para as exportações brasileiras, o CEO observa que 2026 tem sido um ano desafiador para a avicultura. Ele menciona que o Brasil deve registrar recordes de produção e exportação, mas as margens estão mais apertadas.

“O Brasil deve registrar recorde de produção e de exportação, mas as margens ficaram mais apertadas”, afirmou.

Os aumentos nos custos logísticos, especialmente devido a conflitos no Oriente Médio, e a alta do diesel e das embalagens têm pressionado a rentabilidade. Tortola relata que o frete marítimo subiu cerca de US$ 400 por tonelada em alguns embarques para os Emirados Árabes Unidos, o principal mercado da empresa no ano anterior. Embora parte desse aumento tenha sido repassada aos clientes, não foi suficiente para compensar os custos.

Mesmo com o crescimento da produção nacional, a GTF espera um ritmo mais moderado de investimentos nos próximos anos. Tortola explica que os juros elevados, o aumento dos custos de capital de giro e as incertezas econômicas devem limitar novos projetos de expansão.

“Não vejo redução da produção, mas uma diminuição dos novos investimentos. As empresas devem manter a capacidade atual e continuar buscando novos mercados, porém com mais cautela”, afirmou.

Para ele, a avicultura continuará a crescer a longo prazo, sustentada pela competitividade da carne de frango e pela demanda internacional, mas o foco será na eficiência e no valor agregado dos produtos, em vez de uma rápida expansão da capacidade instalada.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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