A greve dos ferroviários das linhas 11, 12 e 13 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) teve início na madrugada do dia 4 de agosto de 2026. A paralisação, que se estendeu até esta quarta-feira, afetou quase 1 milhão de passageiros que dependem dessas linhas diariamente.
De acordo com informações do Governo de São Paulo, a greve causou também repercussões no trânsito da capital, com a suspensão do rodízio e um pico de congestionamento que ultrapassou os 720 km na manhã de terça-feira.
No decorrer da noite de terça, o Sindicato dos Ferroviários anunciou a continuidade da greve após uma nova assembleia geral. Em comunicado, o sindicato enfatizou que o Governo do Estado ainda não apresentou uma garantia concreta sobre a manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM.
Uma nova assembleia geral foi marcada para esta quarta-feira (5) às 17h, onde os trabalhadores irão discutir os próximos passos do movimento. O sindicato afirmou que a greve poderá ser encerrada assim que o governo formalizar um compromisso de preservar os empregos de todos os trabalhadores envolvidos.
“Ao contrário do que alega a entidade, não há demissões em curso, o que torna sem fundamento a motivação trabalhista da greve”, informou o governo em nota.
Mais cedo, o governo declarou que a greve foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso de não realizar demissões durante a realocação dos funcionários da CPTM. A nota também destacou a estranheza em relação à continuidade do movimento, que, segundo eles, tem prejudicado milhares de usuários das três linhas afetadas.
Durante a tarde de terça, a CPTM começou a operação parcial da Linha 13-Jade, que conecta as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart. As Linhas 11-Coral e 12-Safira operaram em capacidade reduzida desde o início do dia. No horário de pico da manhã, apenas 67% do efetivo operacional estava em atividade, abaixo do mínimo de 80% exigido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
O descumprimento dessa determinação pode resultar em uma multa de R$ 400 mil por dia para o sindicato da categoria. A situação continua a ser monitorada enquanto as partes buscam um entendimento sobre a questão da realocação e segurança no emprego dos trabalhadores.
