Prefeitura de Aracaju realizou novo plantio de mudas nativas no manguezal do Lamarão pelo projeto Aju é Mangue. Espécies foram produzidas no Horto Municipal e tiveram metodologia testada na Coroa do Meio.
A Prefeitura de Aracaju avançou na recuperação dos manguezais urbanos da capital com o plantio de mudas nativas no bairro Lamarão. A iniciativa integra o projeto Aju é Mangue e utiliza espécies produzidas no Horto Municipal, dentro do processo de validação do Protocolo Municipal de Produção de Mudas.
A ação sucede uma etapa experimental realizada na região da Coroa do Meio, onde a metodologia apresentou resultados positivos, com elevada taxa de adaptação e sobrevivência das mudas. O desempenho observado em campo permitiu a ampliação do projeto e o início de novas intervenções em áreas prioritárias da cidade.
Segundo a secretária municipal do Meio Ambiente, Emília Golzio, a nova etapa ocorreu em um trecho estratégico do manguezal do Lamarão, região que apresenta sinais de degradação e demanda ações de recuperação ambiental.
“Este é o segundo plantio realizado dentro dessa metodologia. A experiência anterior nos deu segurança para avançar, principalmente pelos excelentes resultados obtidos em campo. Agora estamos atuando em uma área de transição entre o ambiente urbano e o manguezal, fundamental para a recuperação desse ecossistema”, destacou.
A secretária informou que a Prefeitura realiza um mapeamento dos manguezais urbanos para identificar as áreas prioritárias de intervenção. Aracaju possui cerca de dois mil hectares de manguezais distribuídos pelo território municipal, e as ações foram iniciadas justamente nas regiões mais impactadas pela expansão urbana, como o Lamarão e a Coroa do Meio.
“Nosso planejamento é avançar gradualmente, ampliando a capacidade de produção de mudas e expandindo as áreas atendidas ao longo dos próximos anos”, afirmou Emília Golzio.
Para dar suporte ao trabalho, a Prefeitura estruturou o Horto Municipal com uma estufa específica para a produção de mudas de mangue. O cultivo das espécies exige planejamento contínuo: do plantio das sementes até o momento ideal para o reflorestamento são necessários, em média, três meses de desenvolvimento.
O coordenador do Horto Municipal, José Marques, explicou que o projeto entra em uma nova fase, marcada pelo acompanhamento técnico das mudas após o plantio.
