Itabaiana · terça-feira · 13 de outubro de 2026
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Líderes estaduais do PP decidiram, entre 29 e 30 de julho, rejeitar a indicação de Tereza Cristina para a vice de Flávio Bolsonaro. Dirigentes defendem neutralidade para preservar alianças regionais à direita e à esquerda.

A possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ser indicada como vice do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, foi rejeitada pela maioria dos dirigentes estaduais do Progressistas. Entre os dias 29 e 30 de julho, líderes regionais reafirmaram ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), a preferência pela neutralidade na disputa nacional.

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Os dirigentes regionais destacaram a importância de manter o PP independente, permitindo que a sigla firme alianças tanto à direita quanto à esquerda, conforme as conveniências políticas de cada estado. Por exemplo, em Pernambuco, Paraíba e Maranhão, o Progressistas busca alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, em estados como Paraná e São Paulo, a sigla permanece ao lado do senador Flávio Bolsonaro.

Um dos motivos que inviabiliza a composição com Flávio é que o estatuto do partido exige que a convenção nacional seja convocada com oito dias de antecedência. Essa regra só poderia ser modificada com a anuência de toda a cúpula do partido. O deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) afirmou:

“Votei pela neutralidade e não abro mão. Não tem mais prazo para convocar convenção nacional e, sem unanimidade do partido, não tem convocação. Logo, não há mais chance de indicar vice.”

Outro fator que complica a aliança é que o PP formou uma federação com o União Brasil, o que significa que a aliança também dependeria do aval de integrantes da outra sigla. Nesta quinta-feira (30), Tereza Cristina confirmou que se reuniu com Flávio no dia anterior para discutir as eleições, mas destacou que a composição “depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”.

Aliados da senadora informaram que ela indicou que aceitaria o convite para ser vice de Flávio, o que animou a campanha do senador, que busca evitar o isolamento em uma chapa pura. O PL ainda tenta negociar alianças com os partidos Republicanos e Podemos.

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