A Confederação Europeia de Futebol (UEFA) confirmou, na tarde desta quinta-feira (30/07), o boicote já anunciado contra a FIFA. Em uma declaração conjunta com as 55 federações que compõem o bloco, a UEFA afirmou que não irá aceitar a proposta da FIFA de vender participações da Copa do Mundo a investidores privados. Como resultado, as seleções da UEFA irão abdicar de participar de quaisquer competições organizadas pela entidade máxima do futebol, incluindo a Copa do Mundo, enquanto essa proposta permanecer em vigor.
“Nenhuma seleção da UEFA vai participar de competições da FIFA enquanto estas propostas estiverem vivas, a não ser que ela seja inteiramente abandonada e haja garantias de que a FIFA nunca mais abrirá sua governança ou suas competições à propriedade privada”, disse a entidade em comunicado.
O motivo do boicote está relacionado à criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma empresa formada pela FIFA para comercializar ações a investidores privados na organização de competições, incluindo a Copa do Mundo. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, havia estipulado um prazo até o dia 19 de setembro para que federações manifestassem interesse em participar desse processo, alertando que a ausência significaria uma queda significativa no financiamento da entidade.
A FIFA está em negociações com Joshua Kushner, empresário e irmão do genro do ex-presidente Donald Trump, que seria um dos principais interessados em investir na entidade. A UEFA, por sua vez, tem criticado o envolvimento político entre a FIFA e o atual governo dos EUA.
Esse boicote pode impactar diretamente a realização da Copa do Mundo feminina de 2027, que está programada para acontecer no Brasil. Em outubro, seleções europeias deveriam participar do play-off das eliminatórias para o mundial feminino. Se a situação não mudar até lá, as partidas poderão ser canceladas.
Outras competições, como as eliminatórias para a Copa do Mundo masculina de 2030, a Copa do Mundo masculina sub-17 de 2026, que será realizada entre novembro e dezembro no Catar, e o Mundial de Clubes de 2026 também poderão ser afetadas por essa decisão.
