Apresentado nesta terça, o técnico admitiu falha de comunicação com o presidente Gravina e lamentou os três anos longe da seleção. Promete trabalhar para recuperar o prestígio da Itália e voltar à elite mundial.
São Paulo, SP, 29 – Roberto Mancini foi apresentado como o novo técnico da seleção italiana e utilizou a primeira coletiva de imprensa para abordar a polêmica que cercou sua saída do cargo em 2023.
De volta à Azzurra, o treinador reconheceu que houve falhas na comunicação durante o episódio, lamentou os três anos afastado e afirmou que seu principal objetivo é reposicionar a Itália entre as grandes seleções do mundo.
“Vou poupar vocês do trabalho e antecipar o assunto. Sobre o que aconteceu comigo alguns anos atrás, houve uma falha de comunicação com o presidente Gravina. Se tivéssemos conversado, tudo teria sido diferente. Lamento muito. Para mim, vestir a camisa da seleção sempre foi algo muito importante. Fiquei triste por tê-la perdido e por esses três anos longe. Mas, agora, o destino me deu a oportunidade de recomeçar. Quero recolocar a seleção italiana no lugar que ela merece”, disse Mancini.
A reapresentação de Mancini ocorre em um momento desafiador para o futebol italiano. Apesar de ter conquistado a Eurocopa em 2021 sob sua direção, a seleção enfrentou uma crise de resultados e ficou fora das últimas três edições da Copa do Mundo, o que aumentou a pressão por uma reformulação na equipe nacional.
Mancini assume o cargo no lugar de Gennaro Gattuso, que deixou a seleção após o insucesso nas Eliminatórias. O novo treinador terá ao seu lado Claudio Ranieri, que foi apresentado como novo diretor técnico da Federação Italiana, um cargo criado após a saída de Paolo Maldini.
Ao comentar sobre a reação dos torcedores ao seu retorno, Mancini reconheceu a resistência de alguns, mas acredita que os resultados poderão mudar essa percepção.
“Entendo que alguns sejam contra, mas vou tentar tornar a seleção tão boa que os torcedores me perdoem”, afirmou.
O novo comandante também enfatizou a importância de fortalecer a equipe com jovens talentos. Para ele, a Itália possui jogadores promissores que podem levar a seleção a um nível elevado, desde que recebam confiança e oportunidades.
“Quando você é o técnico da seleção, sempre há pressão. Você precisa fazer o trabalho. Acho que existem alguns bons jovens italianos por aí. É preciso confiar neles e deixá-los jogar. Se você se lembra do Zaniolo quando ele chegou, ele nem jogava na Série B. No primeiro período de treinos, ele estava com dificuldades; depois de três meses, era um jogador diferente. Esse é o objetivo: identificar os melhores jogadores e ajudá-los a se desenvolver”, destacou Mancini.
Por fim, Mancini reafirmou seu compromisso de iniciar um novo ciclo e recolocar a Itália entre as principais forças do futebol internacional.
“Estou aqui para trazer a Itália de volta ao lugar que ela merece. Independentemente do que aconteceu em 2023, o objetivo é sempre vencer e jogar bem. Estou convencido de que os jogadores estão à altura e que são bons, especialmente os jovens”, concluiu.
