Itabaiana · segunda-feira · 12 de outubro de 2026
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Um tremor de 7,1 atingiu Kumamoto, deixando cerca de 50 feridos; um shopping desabou parcialmente com possíveis vítimas. Milhares ficaram sem energia e fábricas pararam.

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no Japão, nesta terça-feira (28), resultando em 50 pessoas feridas e possíveis vítimas fatais dentro de um shopping center que desabou parcialmente. O tremor também deixou milhares de residências sem energia elétrica e forçou a suspensão de atividades em fábricas da região.

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O Japão, localizado no chamado “Círculo de Fogo”, é conhecido por registrar cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior que ocorrem no mundo. Anualmente, o país enfrenta até 2 mil abalos sísmicos que podem ser percebidos pela população.

Histórico recente de terremotos no Japão inclui eventos significativos. Em 11 de março de 2011, um terremoto de magnitude 9 e um tsunami devastaram o nordeste do país, resultando na morte de quase 20 mil pessoas e na fusão do núcleo da usina nuclear de Fukushima, considerado o pior desastre nuclear desde Chernobyl. Em 18 de junho de 2018, um tremor de 6,1 em Osaka causou a morte de quatro pessoas e ferimentos em centenas, paralisando linhas de produção em uma área industrial.

Outro evento marcante ocorreu em 6 de setembro de 2018, quando um terremoto de magnitude 6,7 paralisou a ilha de Hokkaido, resultando em mais de 40 mortes e deslizamentos de terra, além de deixar 5,3 milhões de habitantes sem eletricidade.

No dia 13 de fevereiro de 2021, um tremor de 7,3 atingiu a costa de Fukushima, ferindo dezenas de pessoas e causando cortes de energia na Grande Tóquio. Em 16 de março de 2022, um novo terremoto de 7,4 abalou a mesma região, resultando em três mortes e mais de 200 feridos.

Mais recentemente, em 1° de janeiro de 2024, um terremoto de 7,6 atingiu a península de Noto, matando mais de 300 pessoas. Já em 8 de agosto de 2024, um tremor de 7,1 ao largo da costa de Miyazaki gerou o primeiro alerta sobre riscos elevados de um megaterremoto, que foi posteriormente suspenso.

Após o terremoto desta terça-feira, o governo japonês emitiu alertas de emergência para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, localizadas na ilha de Kyushu. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, informou que a avaliação dos danos e o número exato de vítimas ainda estão em andamento, pedindo à população que busque locais seguros.

"Já fomos informados de que houve feridos. Além disso, houve cortes de energia e incêndios em algumas áreas, danos a estradas e pontes e o desabamento de prédios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, incluindo a retirada para um local seguro", disse Takaichi.

O tremor foi registrado a uma profundidade de 10 quilômetros e classificado como “severo” pelo USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), com um nível 8 em uma escala de 1 a 10. Após o terremoto, foi emitido um alerta de tsunami para ondas de até um metro, que foi posteriormente cancelado. Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a se dirigir a centros de retirada, enquanto empresas como a TSMC e a Sony tomaram precauções, monitorando a situação em suas fábricas na região.

Moradores das áreas afetadas devem ficar atentos a novos tremores nos próximos dias, bem como ao risco de deslizamentos de terra, conforme alertas da Agência Meteorológica do Japão.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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