Na madrugada desta segunda-feira, 27 de julho de 2026, o Teatro Amazonas, localizado em Manaus, e o Theatro da Paz, em Belém, foram reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco, durante a 48ª edição do encontro que acontece em Busan, na Coreia do Sul.
Ambos os teatros já eram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde a década de 1960 e agora fazem parte da Lista do Patrimônio Mundial Cultural da Unesco, sob o título “Teatros da Amazônia”.
O Brasil apresentou a candidatura “Teatros da Amazônia”, que inclui o Teatro Amazonas e o Largo de São Sebastião, em Manaus, além do Theatro da Paz e da Praça da República, em Belém.
No encontro, foram avaliados 33 dossiês, incluindo 29 novas candidaturas, uma que foi retomada após análise anterior, duas propostas de alteração significativa de limites e uma nova avaliação de um patrimônio já inscrito. Os dois teatros são símbolos do crescimento econômico gerado pela extração da borracha no Norte do Brasil, no século XIX.
O Theatro da Paz foi inaugurado em 1878 e o Teatro Amazonas, em 1896, sendo duas das primeiras grandes casas de ópera das Américas. Essas instituições culturais passaram a atrair companhias europeias para temporadas conjuntas entre as duas cidades.
Com essa nova inclusão, o Brasil agora conta com 26 sítios registrados na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, dos quais 16 são culturais, nove são naturais e um é misto. Os sítios culturais brasileiros já reconhecidos incluem o Plano Piloto de Brasília, o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, e os centros históricos de Olinda e Salvador.
A lista de bens culturais do Brasil reconhecidos pela Unesco inclui: Cidade Histórica de Ouro Preto (1980), Centro Histórico de Olinda (1982), Ruínas de São Miguel das Missões (1983), Centro Histórico de Salvador (1985), Santuário do Bom Jesus do Congonhas (1985), Brasília (1987), Parque Nacional Serra da Capivara (1991), Centro Histórico de São Luís (1997), Centro Histórico de Diamantina (1999), Centro Histórico da Cidade de Goiás (2001), Praça de São Francisco na Cidade de São Cristóvão (2010), Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar (2012), Conjunto Moderno da Pampulha (2016), Sítio Arqueológico do Cais de Valongo (2017), Sítio Roberto Burle Marx (2021) e agora, em 2026, os Teatros da Amazônia.
