Itabaiana · segunda-feira · 12 de outubro de 2026
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Em 2024, 17.587 homens morreram de câncer de próstata, média de 48 óbitos por dia, segundo a SBU. O influenciador Lito Sousa, 59, teve adenocarcinoma detectado após alterações do PSA, apesar de exames de rotina.

O câncer de próstata é uma preocupação crescente no Brasil, sendo responsável pela morte de aproximadamente 48 homens por dia, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Em 2024, 17.587 homens perderam a vida devido a essa doença, que continua a ser um grave problema de saúde pública.

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O influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, compartilhou sua experiência ao ser diagnosticado com câncer de próstata. Ele fez exames de rotina regularmente, mas alterações no PSA o levaram a realizar uma investigação mais detalhada, resultando no diagnóstico de um adenocarcinoma de agressividade intermediária. O tratamento escolhido foi a cirurgia, já que a doença ainda estava restrita à próstata.

“Eu sempre me cuidei e faço exames de rotina, inclusive aquele que muitos homens se negam a fazer. E, mesmo fazendo check-up de rotina, não foi possível identificar antes o que eu descobri recentemente”, afirmou Lito.

O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens brasileiros, desconsiderando os casos de câncer de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 71,7 mil novos casos por ano no país, sendo que a maioria ocorre após os 50 anos. Contudo, há um aumento no número de diagnósticos entre pacientes mais jovens.

Dados do Ministério da Saúde revelam um aumento de 32% nos atendimentos relacionados ao câncer de próstata em homens com menos de 49 anos, passando de 2,5 mil para 3,3 mil procedimentos realizados pelo SUS entre 2020 e 2024. Para o urologista Rafael Ambar, esse aumento reflete um maior acesso ao diagnóstico, o que é positivo para as chances de cura.

“Esse aumento mostra que os homens estão chegando antes, o que é positivo. Mais exames e mais diagnósticos significam mais chances de cura”, afirmou Ambar.

O câncer de próstata é considerado “silencioso” nas fases iniciais, raramente apresentando sintomas. Quando surgem, os sinais podem incluir dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sangue na urina ou no sêmen, dor ao urinar e dor nos ossos. É importante ressaltar que esses sintomas podem estar relacionados a outras condições benignas.

O diagnóstico do câncer de próstata envolve uma combinação de exames, incluindo o PSA, que mede a proteína produzida pela glândula, e o toque retal, que ajuda a avaliar o tamanho e a consistência da próstata. A confirmação do diagnóstico é feita por meio de biópsia.

A estratégia de tratamento depende do estágio da doença. Em casos de baixo risco, a vigilância ativa pode ser uma opção, enquanto tumores localizados podem ser tratados com cirurgia ou radioterapia. Casos mais avançados podem necessitar de uma combinação de hormonioterapia, quimioterapia e novos medicamentos.

“É a doença que mais bem responde ao diagnóstico precoce. O que salva vidas é o acompanhamento regular, não a sorte”, ressalta Maurício Cordeiro, coordenador do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia.

A experiência de Lito destaca a importância de um diagnóstico precoce, que pode ser crucial para o sucesso do tratamento e reforça a necessidade de discutir o rastreamento com um médico, levando em consideração a idade, o histórico familiar e os fatores de risco.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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