Itabaiana · segunda-feira · 12 de outubro de 2026
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Alimentos e bebidas registraram alta de 3,82% em 12 meses, segundo o IPCA. Dados da Conab e do Dieese mostram aumento médio de 8,69% no valor da cesta básica nas capitais em junho.

A percepção de que metade do salário é destinada apenas à alimentação se tornou uma realidade para muitos brasileiros. O principal indicador de inflação no Brasil, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), apresentou uma alta de 3,82% nos preços de Alimentos e Bebidas nos últimos 12 meses, refletindo no custo da cesta básica.

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De acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o valor médio da cesta básica aumentou 8,69% nas 27 capitais brasileiras em junho em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 779,95. Isso significa que, em média, a cesta básica consome 52,02% do salário-mínimo líquido, exigindo que um trabalhador dedique 105 horas e 51 minutos de trabalho mensal, considerando uma jornada de oito horas diárias em um regime de cinco dias por semana.

Com base nas análises da Conab e do Dieese, estima-se que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92, o que representa cerca de cinco vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621. Esse valor é superior ao mínimo vigente e também ao rendimento médio nacional, que, segundo a última Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é de R$ 3.726 para trabalhadores com 14 anos ou mais.

Em junho de 2026, São Paulo foi a capital com a cesta básica mais cara, com um valor médio de R$ 965,47, um aumento de 9,37% em 12 meses. Na capital paulista, a cesta básica consome 64,39% do salário mínimo líquido, exigindo 131 horas e 2 minutos de trabalho para sua aquisição. Apesar disso, a maior alta percentual foi registrada em Cuiabá, no Mato Grosso, com um aumento de 14,71%, onde a cesta básica passou a custar R$ 937,93.

Por outro lado, São Luís, no Maranhão, foi a única capital a apresentar uma leve queda no preço da cesta básica, com uma redução de 0,09%, resultando em um custo médio de R$ 654,73. Já Aracaju, em Sergipe, manteve a cesta básica mais barata do país, apesar de um aumento de 13,12% nos últimos 12 meses, com o custo chegando a R$ 630,40. Na capital sergipana, são necessárias 85 horas e 34 minutos de trabalho para a aquisição da cesta básica, cerca de 45 horas e meia a menos do que em São Paulo.

Em relação aos preços entre maio e junho, o custo da cesta básica diminuiu em 10 capitais e aumentou em outras 17. Os maiores aumentos foram observados em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,2%) e Porto Alegre (2,18%).

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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