Filho de Carlo Ancelotti, Davide afirmou à L’Equipe que saiu do clube por ausência de comando, citando o afastamento do presidente John Textor. 'Cinco meses no Botafogo equivalem a dois anos na Europa', relatou.
O italiano Davide Ancelotti, filho do técnico da Seleção Brasileira Carlo Ancelotti, revelou o motivo de sua saída do Botafogo em dezembro de 2025 durante uma entrevista ao jornal L’Equipe. Ancelotti criticou a falta de liderança no clube carioca, destacando a ausência de um presidente e o processo de afastamento de John Textor como fatores decisivos para sua decisão.
Em suas declarações, Ancelotti comentou:
“Cinco meses no Botafogo equivalem a dois anos na Europa”.
Ele explicou que, após esse período,
“não havia mais presidente”
no clube, uma vez que John Textor estava se afastando e ele não recebia mais orientações. Diante dessa situação, decidiu pedir demissão, embora não tenha sido desligado formalmente.
John Textor deixou oficialmente o Conselho de Administração da SAF do Botafogo em 1º de julho de 2026, encerrando um vínculo que teve início em 2022. O processo de desgaste e afastamento já vinha se intensificando desde 2025, especialmente a partir de abril de 2026.
Além dos problemas de liderança, Ancelotti também mencionou que sua decisão de deixar o clube foi influenciada pela iminente demissão de um de seus auxiliares, o preparador físico Luca Guerra. Apesar das tensões enfrentadas, Ancelotti avaliou sua experiência no futebol brasileiro como positiva. Ele afirmou:
“A experiência foi boa porque, apesar de todas as dificuldades, das saídas e das lesões, tivemos bons resultados”.
No entanto, ele ressaltou que as expectativas eram
“grandes demais em relação a um cenário que havia mudado completamente”.
Ancelotti expressou gratidão a John Textor pela confiança, mas reconheceu que
“depois, houve muitos conflitos, e eu fiquei muito sozinho”.
Davide Ancelotti, que atuou como auxiliar de seu pai na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2026, teve no Botafogo sua primeira chance como técnico principal. Durante sua passagem, ele comandou o clube em 32 jogos, alcançando um retrospecto de 14 vitórias, 11 empates e sete derrotas.
