Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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Para Danny Zahreddine, professor de RI da PUC-Minas, a escalada militar dos EUA contra o Irã pode não atingir objetivos políticos. Ele alerta que a pressão corre o risco de provocar um impasse perigoso.

A escalada militar dos Estados Unidos em relação ao Irã pode não trazer os resultados políticos esperados pela política externa americana. Essa é a análise de Danny Zahreddine, professor de Relações Internacionais da PUC-Minas. Ele considera que a estratégia de pressão militar adotada pelos americanos apresenta riscos significativos e pode levar a um impasse perigoso.

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Zahreddine explica que os americanos acreditam que a pressão militar sobre os iranianos resultaria em vantagens durante as negociações. No entanto, ele questiona essa linha de raciocínio.

“O maior erro dos americanos, na minha opinião, é acreditar que esse tipo de tática pode gerar algum tipo de ganho político real”, afirmou.

Para o professor, a dinâmica atual se assemelha a uma situação em que ambos os lados acreditam estar mais próximos de seus objetivos à medida que intensificam os ataques, sem perceber o abismo que se aproxima. Ele destaca que o Irã, com uma população superior a 90 milhões de habitantes, possui um governo que se mantém firme diante da pressão externa. Zahreddine também observa que, paradoxalmente, a guerra tem promovido uma certa unidade interna no país persa.

“Para os iranianos, com toda a destruição, com toda a pressão, esta guerra, de alguma forma, tem criado unidade interna dentro daquele país”, destacou.

Na análise de Zahreddine, a cada nova fase de escalada imposta pelos americanos, os iranianos respondem com uma nova intensificação. Ele menciona o Estreito de Bab el-Mandeb — conhecido como “portal das lágrimas” — como um dos elementos que os iranianos podem usar nesse contexto. Essa dinâmica alimenta um ciclo de tensão crescente que, segundo o professor, não deve resultar em benefícios concretos para os Estados Unidos.

O momento é considerado sério e crítico, mas Zahreddine acredita que o Irã tem muito mais condições de resiliência em um conflito prolongado do que os Estados Unidos.

“O país persa tem muito mais condição de resiliência num conflito prolongado do que os Estados Unidos, que vai ser pressionado pelo sistema mundo, pela oscilação do preço do petróleo”, afirmou.

Além disso, ele acrescenta que os iranianos não aceitarão qualquer acordo, preferindo não firmar um pacto a um que seja desfavorável.

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