Mercados europeus fecharam em alta nesta sexta, revertendo grandes perdas do pregão anterior. Avanço foi impulsionado por sinais de negociações EUA-Irã, fala sobre Rússia/China, balanços positivos e alta em tecnologia.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira (24), recuperando-se parcialmente das fortes quedas registradas na sessão anterior. A movimentação positiva foi impulsionada por sinais de possíveis negociações entre os Estados Unidos e o Irã, além de declarações do presidente americano sobre o não fornecimento de armas ao Irã por parte de líderes da Rússia e China, que deram um fôlego extra aos negócios nos minutos finais do pregão.
O movimento altista também foi sustentado pela temporada de balanços corporativos, que trouxe resultados positivos, e pelo avanço do setor de tecnologia, enquanto o petróleo apresentou um recuo significativo. Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,91%, alcançando 10.736,23 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve um aumento de 1,33%, terminando a 25.091,69 pontos. Paris registrou uma alta de 0,88% no CAC 40, que ficou em 8.372,28 pontos, enquanto em Milão, o FTSE MIB avançou 0,95%, fechando na máxima do dia, a 51.802,23 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,55%, encerrando o dia em 19.565,10 pontos. Por outro lado, em Lisboa, o PSI 20 teve uma leve queda de 0,40%, fechando a 9.215,11 pontos. As cotações apresentadas são preliminares. Apesar da crise no Oriente Médio, o petróleo Brent voltou a ser negociado abaixo dos US$ 100 por barril, contribuindo para o desempenho positivo das bolsas europeias nesta sexta.
Em Frankfurt, a SAP teve um salto de quase 10% após a divulgação de que o backlog atual de nuvem no segundo trimestre cresceu mais do que o esperado por analistas. No entanto, na ponta negativa, o Carrefour recuou quase 5% em Paris, após o balanço divulgado na quinta-feira (23) não agradar os investidores. A montadora Volkswagen também enfrentou perdas, com uma queda de mais de 1% devido a um lucro operacional menor do que o esperado e cortes nas projeções de vendas.
Após o Banco Central Europeu (BCE) manter as taxas de juros inalteradas na quinta-feira, a expectativa era de que isso aconteceria, mas o dirigente Gabriel Makhlouf destacou que as pressões inflacionárias na zona do euro “não desapareceram”, mesmo com a decisão de manutenção. Gediminas Simkus, presidente do Banco da Lituânia, também comentou que a probabilidade de um aumento nas taxas de juros “é muito maior do que a de que não aumentem”. No cenário macroeconômico, o índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro subiu para 51,9 em julho, contrariando a previsão de que permaneceria em 50. Os PMIs da Alemanha e do Reino Unido também superaram as expectativas.
