Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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O novo Equilibrivm II foi lançado nesta quinta (23) com 17 faixas e colaborações. A faixa final, 'OKE', reúne os rappers indígenas Brô MC's (MS) e Katú Mirim; o álbum também traz Maria Bethânia e Alceu Valença.

Anitta lançou nesta quinta-feira (23) a continuação de seu projeto “Equilibrivm II”, que conta com 17 novas faixas. Entre as colaborações especiais, destacam-se o grupo Brô MC’s, do Mato Grosso do Sul, e a rapper Katú Mirim, que participam da música “OKE”, a faixa de encerramento do álbum.

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Essa colaboração trouxe à tona dois importantes nomes do rap indígena brasileiro. Na nova fase do projeto, Anitta também contou com as participações de artistas renomados como Maria Bethânia, Alceu Valença, Letícia Fialho e Mestrinho.

O Brô MC’s, fundado em 2009, é reconhecido como o primeiro grupo de rap indígena do Brasil. O coletivo, originado nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados (MS), é composto por jovens do povo Guarani Kaiowá, que utilizam o hip hop como uma ferramenta para abordar desigualdades sociais, combater preconceitos e valorizar sua identidade cultural.

A parceria com Anitta vem após uma série de projetos que aumentaram a visibilidade do grupo. Em 2024, o Brô MC’s se apresentou ao lado de Alok e outros artistas indígenas no festival Global Citizen, realizado no Central Park, em Nova York. Essa apresentação levou a música e a cultura dos povos originários a um dos maiores eventos de mobilização social e ambiental do mundo.

No ano seguinte, o grupo lançou o álbum “Retomada”, produzido pelo Instituto Alok, com um repertório em guarani, reforçando a valorização da língua e da cultura indígena. O lançamento ocorreu em 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas, o que conferiu um caráter simbólico à iniciativa.

“Foi gratificante participar do álbum. Estamos felizes em levar nossa cultura e a língua guarani para um público maior”, disseram os integrantes do grupo.

Além do Brô MC’s, Katú Mirim, uma rapper de origem Boe Bororo, também é uma das vozes proeminentes da música indígena no Brasil. Suas letras abordam temas como crítica social e memória ancestral, utilizando o rap como forma de resistência e conscientização.

Em uma declaração, Katú Mirim expressou sua emoção ao receber o convite de Anitta, destacando que isso não foi apenas uma questão de ser indígena, mas sim um reconhecimento do seu trabalho. Apesar do sucesso, a artista ainda enfrenta desafios financeiros, conciliando sua carreira musical com outra profissão para sustentar seu sonho.

“A participação no álbum de Anitta pode ser um divisor de águas para muitos músicos indígenas”, afirmou Katú Mirim.

Os dois grupos acreditam que essa colaboração pode abrir portas para outros artistas indígenas na indústria musical, mostrando a importância de sua cultura e arte.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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