Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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A AGI amplia investimentos para modernizar fábricas de nutrição animal com sistemas integrados. A demanda por plantas conectadas cresce; Brasil pode chegar a 97 milhões de toneladas em 2026.

A AGI, uma empresa global especializada em soluções para armazenagem, movimentação e processamento de grãos, está ampliando seus investimentos e projetos com foco na modernização da indústria de nutrição animal no Brasil.

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A companhia observou um aumento na demanda por fábricas totalmente conectadas, que utilizam sistemas integrados desde o recebimento da matéria-prima até a expedição do produto final. Estimativas do Sindirações e da ABPA indicam que, em 2026, o Brasil deve produzir cerca de 97 milhões de toneladas de ração, com crescimento impulsionado pelas cadeias de aves, suínos, bovinos, peixes e animais de companhia.

De acordo com Robson Engers, diretor sênior de Operações Brasil e América Latina da AGI, o setor está passando por um amadurecimento estrutural. Segundo ele, “a indústria de nutrição animal deixou de competir apenas por escala e passou a competir por inteligência operacional. Eficiência, previsibilidade e uso racional dos recursos tornaram-se pilares estratégicos”.

Engers ressaltou que a empresa está investindo em soluções que conectam as diferentes etapas da produção, permitindo que os clientes tenham uma visão ampla das operações. “A demanda tem se concentrado em projetos que promovem conectividade entre as etapas produtivas, ampliando a capacidade de gestão, o controle de qualidade e a consistência dos processos”, afirmou.

Conforme dados da Embrapa Suínos e Aves, a ração representa entre 70% e 80% do custo total de produção nas diversas cadeias. Nesse contexto, a redução de desperdícios, a precisão na formulação e o controle sobre a utilização das matérias-primas são considerados fatores estratégicos para a manutenção das margens de lucro.

Franklin Oliveira, gerente nacional de Indústrias e Portos da AGI Brasil, destacou que a automação é vista não apenas como uma evolução tecnológica, mas também como uma ferramenta financeira. “O mercado busca soluções que reduzam a variabilidade dos processos, ampliem a previsibilidade dos resultados e sustentem a rentabilidade das operações ao longo do tempo”, enfatizou.

Oliveira explicou que as novas plantas industriais são projetadas para funcionar como sistemas integrados, onde equipamentos, sensores e plataformas digitais atuam de forma coordenada. “Não se trata apenas de construir uma estrutura física, mas de projetar um fluxo inteligente que elimine gargalos logísticos e falhas operacionais”, completou.

Com a crescente demanda por rastreabilidade, as empresas precisam garantir a origem, a qualidade e a segurança dos produtos na cadeia de proteína animal. Engers afirmou que “a rastreabilidade tornou-se um elemento central da confiança comercial”. A expectativa é que os investimentos em automação, engenharia e inteligência de dados avancem para atender às exigências de um mercado global cada vez mais competitivo.

Engers finalizou destacando que “a principal oportunidade é consolidar a tecnologia como pilar da competitividade da indústria”. O desafio, segundo ele, será acompanhar essa transformação com soluções que combinem inovação, escala e proximidade com o cliente.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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